A primeira semana de treinamentos na Cidade do Galo, após hiato de 62 dias longe das atividades, foi marcada por uma palavra: saudade. E, para o lateral-esquerdo Guilherme Arana, não foi diferente.

Contratado no início da temporada, o jogador que preferiu o Atlético ao Palmeiras, não via a hora de voltar ao Centro de Treinamentos e, enfim, iniciar a preparação para disputar o primeiro Campeonato Brasileiro com a camisa alvinegra.

“É muita saudade. A gente sente falta. Dentro de casa, passam alguns jogos antigos e você fica esperando alguma definição. A gente está treinando sem uma definição de quando volta e isso é muito ruim, mas temos que trabalhar e estar preparados para, quando voltar, estar bem fisicamente e mentalmente”, destaca Arana.

Sobre a nova rotina, na qual o grupo foi dividido, devido à exigência de distanciamento, o lateral afirma que o importante, pelo menos neste primeiro momento, é se manter bem condicionado para voltar bem aos campeonatos.

“É um pouco diferente, a gente que está acostumado a trabalhar com todo mundo junto, mas estamos seguindo as recomendações médicas. Temos que nos prevenir, esse vírus está muito perigoso. Aqui, em Minas, não se compara a São Paulo e Rio, que estão em pior estado, mas temos que nos cuidar, fazer nosso papel e trabalhar. Independente de ser em pequenos grupos ou não, temos que trabalhar para manter a forma física boa porque, quando chegar o campeonato, a gente vai se sentir muito bem”, comenta.

Sobre Jorge Sampaoli, técnico que chegou ao clube para recolocá-lo no caminho das vitórias, Arana acha que a tendência da equipe é evoluir muito com a ajuda do argentino;

“É um cara muito inteligente, que nos ensina bastante posicionamento e isso é muito importante para nós, jogadores. Temos muito que aprender a filosofia que ele está pedindo para o time. Nos treinamentos, temos que que nos aperfeiçoar, entender o mais rápido possível o que ele quer, o que ele está pedindo, porque já demonstrou que é um cara muito capacitado, que sabe o que está falando, e isso vai nos ajudar bastante”, conta.

“Como venho do futebol europeu, na Europa não tinha pipa e fazia muito tempo que eu não soltava pipa. Então, tive bastante tempo. Não é a época ainda, mas o pessoal está começando a empinar porque está todo mundo em casa e é uma forma de diversão. Então, foi o que mais fiz, empinar pipa junto com o meu pai, que também gosta, e com os meus primos”, finaliza, relembrando os momentos de quarentena.