Mesmo depois de fechar o seu departamento profissional de ginástica artística, o Flamengo colocou cinco atletas na seleção feminina escolhida após uma seletiva realizada no domingo em Três Rios (RJ). Dispensada pelo clube após o corte de gastos com esportes olímpicos, Daniele Hypolito também foi selecionada.

De acordo com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), a avaliação, primeira do ano, não tem caráter definitivo. "Esse foi apenas o primeiro grupo que estamos observando. Somamos os pontos de tudo que as meninas fizeram, mais a parte coreográfica, parte de execução e, no somatório total, selecionamos nove atletas. Temos que destacar que as que não foram chamadas, devem continuar lutando", explicou Georgette Vidor, coordenadora de ginástica artística da CBG.

A confederação havia afirmado anteriormente que 11 atletas seriam selecionadas, mas apenas nove constam na lista final. A relação contrasta a veterana Daniele Hypolito, de 28 anos, com a garota Flávia Saraiva, de apenas 13. A coincidência entre as duas é que ambas foram descobertas exatamente por Vidor.

A técnica criou e mantém o projeto social Qualivida onde Flávia vem sendo lapidada - ela treina no núcleo de Três Rios. Há alguns anos Vidor aponta ela como promessa para 2016, quando terá os 16 anos mínimos para competir. Também foram escolhidas Rebeca Andrade, Maria Cecília Cruz, Milena Theodoro, Isabelle Cruz e Letícia da Costa, do Flamengo, Adrian Gomes e Juliana Santos, do Grêmio Náutico União.

Daniele Hypolito, que perdeu o vínculo com o Flamengo há duas semanas, disse que esqueceu os problemas para se manter na seleção. "A partir do momento que a ginasta entra aqui na seletiva, tem que estar muito concentrada. E acho que é nesse momento que entra a frieza que a experiência nos trás. Preciso fazer a minha parte aqui para me manter na seleção brasileira. Isso é o mais importante hoje."