A participação do Villa Nova no Campeonato Mineiro está em xeque. Sem dinheiro para poder arcar com seus compromissos, o presidente do clube, Aécio Prates, cogita tirar o time da elite do Estadual. Segundo o mandatário, a presença do Leão do Bonfim no torneio dependerá da liberação de uma verba de subvenção da Prefeitura de Nova Lima já para os próximos dias. Uma reunião marcada para o início da manhã desta sexta-feira (30) decidirá o futuro do time alvirrubro na competição. 
 
“Existe uma aprovação da Câmara de Vereadores de Nova Lima de uma subvenção ao Villa Nova. Porém, ela só sairá em abril, quando o Campeonato Mineiro estará na sua reta final. E, infelizmente, não temos como arcar com os compromissos durante o período. Temos uma folha salarial de quase 240 mil mensais e poucas fontes de receita, o que inviabiliza a permanência no Mineiro. Temos uma reunião amanhã (sexta) cedo com a Câmara para tentar resolver isso o quanto antes”, explicou o dirigente.
 
Segundo apurou a reportagem, o clube alvirrubro espera receber cerca de R$ 2 milhões da Prefeitura de Nova Lima. O dinheiro seria necessário para cobrir a folha salarial de jogadores, que gira em torno de R$ 160 mil, além dos vencimentos do funcionários do clube, que estão orçados em R$ 74 mil. 
 
“Infelizmente, não tenho um patrocinador máster. Temos o apoio da Conem Constutora nas mangas,  mas a receita não cobre os custos. Tenho um nome em jogo. Tenho que arcar os compromissos e esse elenco começou a trabalhar em novembro. Caso a gente não consiga entrar em acordo, não terá como tocar o Campeonato Mineiro. Seria irresponsabilidade”, lamentou Aécio.
 
O mandatário confirmou que ele e demais membros da diretoria ajudaram a financiar o final das obras do CT do Leão, inaugurado no início do mês, além dos ajustes necessários para que o Estádio Castor Cifuentes receba jogos do Campeonato Mineiro. 
 
O Villa Nova tem estreia marcada no Campeonato Mineiro para o próximo domingo (1º), quando enfrentará o Tombense, em Tombos, cidade que está a 389 km de Nova Lima. O clube tem viagem marcada na manhã do próximo sábado, porém, caso não entre em acordo com a prefeitura local, o roteiro poderá ser revisto.
 
“A gente vai ter que estudar. Quando não se tem recurso, não tem jeito. O jogador profissional não vai aguentar três meses sem salário. Amanhã (sexta), após a reunião na Câmara, vou ter uma posição. Preciso de recursos mínimos. Caso não consiga, infelizmente não terá solução”, completou o mandatário.