O ano de 2019 começou com Ricardo Oliveira impressionando no comando do ataque do Atlético pelo grande número de gols no Campeonato Mineiro e nas fases preliminares da Copa Libertadores. A menos de um mês do final da temporada, que termina em 8 de dezembro, o Galo sofre com a falta de gols dos seus centroavantes.

E a prova definitiva dessa situação é o fato de o técnico Vagner Mancini completar neste sábado (16), diante do Fluminense, às 19h, no Maracanã, pela 33ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, seu oitavo jogo no comando da equipe sem que um centroavante tenha balançado a rede.

Di Santo Atlético Grêmio

O último gol de um centroavante do Atlético foi na derrota de 4 a 1 para o Grêmio, em 13 de outubro, no Independência, pela 25ª rodada do Brasileirão. Com Vagner Mancini nenhum jogador da posição balançou a rede

Sim, o último gol de um 9 alvinegro neste ano foi em 13 de outubro, na derrota de 4 a 1 para o Grêmio, no Independência, pela 25ª rodada. Nesta partida, em que o argentino Di Santo balançou a rede cobrando um pênalti, a goleada do tricolor gaúcho decretou a queda do técnico Rodrigo Santana.

Na partida seguinte, em 16 de outubro, em Maceió, Vagner Mancini estreou. Sua preferência tem sido quase sempre por Di Santo. Ricardo Oliveira foi opção apenas em um jogo. Alerrandro, que foi titular em parte do ano e está machucado, pouco foi utilizado. E bola na rede, nada.

Coletiva

Na sua entrevista coletiva desta sexta-feira (15), o treinador alvinegro falou sobre este jejum dos seus centroavantes. “Isso é uma coisa que dificilmente acontece. Normalmente a gente vê os atacantes marcando. Mesmo que parem, retomam. Aqui temos uma sequência grande de jogos sem o nove fazendo gol. Espero que volte no sábado, pois isso é importante para eles. Quando não está marcando gol, o centroavante precisa se virar de outra forma, mas tomara que os dois (Di Santo e Ricardo Oliveira) joguem e façam gols, pois isso devolve a confiança a um setor importante”, analisou Mancini.

Apesar do jejum, Ricardo Oliveira é o artilheiro do Atlético na temporada, com 14 gols em 46 jogos, média de 0,30. Um número bem inferior ao do ano passado, quando ele também foi o goleador alvinegro, mas com 22 bolas na rede em 56 partidas, média de 0,39.

Atual titular, Franco Di Santo tem números bem inferiores ao do Pastor. Foram apenas três gols nas 17 partidas em que ele defendeu o Galo até agora em 2019. E sua média de gols é quase a metade do que alcançou Ricardo Oliveira no ano, pois é de 0,17 gol por partida.

Numericamente, o melhor desempenho é do garoto Alerrandro, vice-artilheiro do ano com 13 gols em 29 jogos, média de 0,44. Mas com ele a paciência não foi a mesma que se tem com Ricardo Oliveira e Di Santo. Um indício de que o discurso de privilegiar a base precisa ser colocado em prática.