As 50 demissões promovidas e oficializadas pelo Atlético no fim da semana que se passou ganharam os noticiários e levantaram alguns questionamentos ao presidente Sérgio Sette Câmara. Um deles, se os nomes dos funcionários teriam sido escolhidos por ele.

"É muito triste, mas estamos tendo que fazer adaptações, como qualquer outra empresa que passa por dificuldades (neste período de pandemia do novo coronavírus). São inúmeras empresas no Brasil entrando com pedido de recuperação judicial ou até mesmo falindo, e quem não se cuidar e tomar medidas assim, bem austeras, vai passar dificuldades", conta ao Hoje em Dia.

"Isso, obviamente, atinge todos os clubes, pois perdemos todas as nossas receitas. Não estou nem olhando nomes. Por meio da área administrativa do clube, pedimos para que fosse feita uma redução em todos os setores, e os chefes de áreas ou diretores indicaram alguns funcionários para serem demitidos, infelizmente. Para que a gente consiga um futuro no clube, precisamos ajustar inúmeros pagamentos, dentre eles a folha salarial", acrescenta.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, Sette rechaçou cunho político nas demissões, questionado se algumas pessoas com vínculo com o ex-presidente Alexandre Kalil teriam sido "ponta da lista". Além disso, revelou que a expectativa é a de que o clube consiga economizar ao fim de 2020 cerca de R$ 60 milhões a R$ 70 milhões.