O relógio marcava 19h15 da segunda-feira (20). Em Uberlândia, Triângulo Mineiro, centenas de pessoas aguardavam ansiosamente pelo desembarque do Atlético na cidade. Entre elas, um baixinho de oito anos contava os segundos para, pela primeira vez, ver os ídolos bem de perto e poder pedir uma foto. O alvinegro entra em campo nesta terça (21) para dar o pontapé inicial na temporada.

Antes do venezuelano Dudamel e de seus comandados chegarem ao destino final, Hilder aproveitou para tirar algumas fotos. O ônibus do Galo, outra novidade para ele, foi o ponto escolhido para eternizar aquele momento. Como o time de coração tem sede e manda os confrontos na capital, localizada a pouco mais de 500 km, ele não perdeu nenhum detalhe de um dos dias mais especiais de sua vida. A última vez que o Atlético esteve em Uberlândia foi em março de 2018.

"Como o aeroporto aqui é bem acanhado e a saída é bem próxima do ônibus, eu queria ficar o mais perto possível com ele. Então, saimos mais cedo. Eu já tinha combinado com a mãe há um tempo; nós somos divorciados. Falei que iríamos ver os jogadores. De cara, ele já queria tirar foto com o Victor, seu ídolo", conta Leandro Lima, pai de Hilder. 

"Ele estava ansioso. Eram umas 16h quando me mandou uma foto com a camisa do Atlético. Não parava de me ligar, mas eu estava trabalhando. "Pai onde você está, o avião vai chegar, o avião vai chegar!", me falava", acrescenta o designer.

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Sobre a emoção na hora em que o time desembarcou, o orgulhoso pai relata que, quando o baixinho viu a movimentação intensa no aeroporto, ele o pediu para pegá-lo no colo. 

"Conseguimos duas fotos. Uma com o Di Santo e outra com o Allan. Ele ficou doido e quer ir ao jogo de todo jeito. Não para de me mandar mensagem (risos). Fico feliz que ele tenha vivido isso. Ver a nossa paixão como torcedor. Com certeza isso ficará marcado para sempre nele. Foi um dos melhores dias para mim, vendo ele assistindo aquilo tudo de perto, a menos de um metro dos jogadores", comenta, emocionado.

"Quando chegamos na casa da mãe, ele não parava de contar o que tinha visto. Tive que ficar lá por mais uma hora, conversando sobre tudo aquiulo", finaliza.