Em 2001, Abel Braga, então treinador do Atlético, saiu de um clássico transtornado com a atuação da arbitragem e teve seu nome cantado pela torcida do Galo, retribuindo a Massa com aplausos e ‘joinhas’. Em 2011, Vagner Mancini, na condição de técnico do Cruzeiro, rebateu ‘zoações’ vindas de torcedores alvinegros diante do momento difícil vivido pelos celestes no Brasileiro: “o torcedor atleticano que faz piadas sobre um possível rebaixamento do Cruzeiro sabe muito bem o que é jogar a Série B”. Pois é, torcedor, essas duas situações já aconteceram, mostrando o quanto cada comandante já defendeu com unhas e dentes seus respectivos ex-times.

Hoje, cada um deles defende o outro lado, e, neste domingo (10), às 16h, no Mineirão, se enfrentam em dérbi válido pela 32ª rodada do Nacional, com históricos bem diferentes no maior confronto do futebol mineiro. Foram poucos clássicos disputados por cada treinador, mas há uma constatação: Vagner Mancini nunca perdeu um confronto, enquanto Abel Braga jamais ganhou um sequer.

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Retrospecto

No caso de Mancini, foram dois clássicos mineiros, sendo uma vitória e um empate. O triunfo é o avassalador 6 a 1, pela última rodada do Brasileirão de 2011, na maior goleada cruzeirense da história do dérbi. Houve ainda o 2 a 2 pelo Mineiro de 2012, que, apesar do empate, teve um ‘sabor’ de vitória para os azuis, que perdiam por 2 a 0 no primeiro tempo e alcançaram a igualdade na segunda etapa.

Já Abel Braga comandou o Galo em três partidas contra a Raposa, todas em 2001, não obtendo sucesso em nenhuma delas. Nas duas primeiras, empates em 1 a 1, sendo que em ambos o alvinegro saiu à frente no placar. Na terceira, derrota por 3 a 1, o que resultou na eliminação de sua equipe nas semifinais da Sul-Minas.

Neste Brasileiro, o cruzeirense Abel Braga precisa quebrar essa escrita pessoal, até porque seu time atual necessita de uma vitória para se afastar da degola. Já o atleticano Mancini tenta manter o ‘protocolo’ de não ser derrotado em clássicos mineiros.