No vôlei profissional é assim: uma temporada sequer termina e os movimentos para a próxima ficam cada vez mais intensos. A ordem é definir a situação de jogadores e dirigentes, administrar saídas e conseguir peças de reposição à altura para os desafios do ciclo 2019/2020, a partir de agosto. Sempre levando em conta o orçamento à disposição e, no caso das meninas, o ranqueamento da CBV, pensado para impedir a formação de supertimes e manter o equilíbrio das disputas.

Pois se curiosamente a Superliga Feminina já chegou ao fim, com título do Itambé Minas numa final doméstica com o Praia Clube, a movimentação maior, por enquanto, está nas equipes masculinas – Sesi-SP e Taubaté ainda jogam pelo título, com vantagem da equipe do interior na melhor de cinco (2 vitórias a 1). Sada Cruzeiro e Fiat Minas já têm a base definida, com a confirmação da permanência dos respectivos treinadores: Marcelo Méndez (que renovou até 2021) e Nery Tambeiro.

Fora da decisão da Superliga pela primeira vez em nove anos, o time celeste passa por uma reformulação, dando adeus aos dois estrangeiros que reforçaram o grupo na temporada – o ponteiro norte-americano Sander e o central francês LeRoux –  e a um remanescente da primeira formação da equipe, o líbero Serginho, que fecha seu ciclo na equipe do Barro Preto. Chegam o ponteiro canadense Gord Perrin, capitão de sua seleção nacional; o levantador Rodriguinho (que defendeu o Montes Claros) e o líbero Lukinha, ex-Campinas. Isac, Evandro, Filipe, Cachopa, Rodriguinho (ponteiro) e Luan seguem com a camisa estrelada.

O Minas, que chegou às quartas de final e acabou eliminado pelo Sesc-RJ, também agiu rápido. Com a tradição de força nas categorias de base, o clube da Rua da Bahia perde alguns de seus destaques revelados em casa, como o central Flávio e o levantador Carísio. Os experientes Marlon, Piá e Bob também não ficam. Por outro lado, dois argentinos estão entre os reforços confirmados: os ponteiros Ocampo, ex-Bolivar, e Lazo, ex-UPCN. O levantador Rodrigo Ribeiro e o central Deivid voltam a defender a equipe.

Depois de confirmar a parceria com o América, o Montes Claros também começa a trabalhar para a montagem do time com que voltará à Superliga. A base será a equipe de novos do Sada Cruzeiro, comandada por Henrique Furtado, mas o gestor Andrey Souza confirmou estar à procura de atletas experientes para reforçar o grupo.

Pacotão

No feminino, a aposta do Praia Clube é na continuidade. Ontem mesmo a diretoria confirmou a renovação da ponteira Michelle, que se junta a Fernanda Garay, Fawcett e Suelen. Se a permanência de Fabiana é dúvida, tudo indica que a levantadora norte-americana Lloyd se transferirá para a Europa, e o nome mais cotado para substituí-la é o de Claudinha, campeã com o time do Triângulo em 2018.

Já o atual campeão confirmou ontem um pacotão de renovações: as titulares Bruna Honório, Léia, Carol Gattaz, e Macris, além de Bruninha, Laura e Lana. Destaques da campanha vencedora, Gabi e Natália devem deixar o vôlei brasileiro (a Turquia seria o destino), enquanto Mara, Mayany e Malu podem se transferir para outros clubes no país. Por outro lado, o técnico que subsituirá Stefano Lavarini poderá contar com a força da bicampeã olímpica Thaísa. O clube oficializará nos próximos dias a ponteira venezuelana Roslandy Acosta, 27 anos e 1,90m, que estava no Bergamo (equipe anterior de Lavarini), além de negociar com a norte-americana Deja McClendon, do Trentino.