Na coletiva da Polícia Militar (PM), após o episódio de barbárie nas aquibancadas, no jogo que culminou no rebaixamento do Cruzeiro à Série B do Brasileiro, o tenente-coronel Trant, comandante do Batalhão de Choque, criticava aqueles que provocaram o tumulto, enquanto alguns torcedores reclamavam da ação da PM no mesmo instante. (Confira abaixo)

"Essa barbérie é do torcedor que não tem comprometimento com o clube, mas sim que vem brigar, cometer crime e atos de violência. Isso não é um torcedor. Nós apoiamos a decisão do Ministério Público de não vir a torcida do Palmeiras. Senão poderia ser um caso pior", declarou o tenente-coronel.

PM

Ainda segundo ele, a ação da PM foi feita com êxito. "A gente monitorou as torcidas, principalmente as organizadas, sobretudo Pavilhão e Máfia Azul. Na segunda metade do segundo tempo, no setor da Máfia Azul, torcedores começaram a arrancar cadeiras e lançá-las na parte inferior do setor amarelo. Tivemos que fazer uma intervenção pontual. Pedimos a evacuação das pessoas de bem. Chegamos a tirar pessoas de bem, mulheres e crianças pelo gramado", afirmou Trant.

Até o início da noite deste domingo (8), não havia um número de prisões. "Com a ideia de intervir o mais rápido possível, de forma pontual, dispersamos as pessoas de bem. Não efetuamos prisão ainda. Temos pessoas que estão sendo avaliadas. Estamos analisando imagens da (área onde estava a) Máfia Azul, para ver quem participou do tumulto e efetuar prisão", complementou.