Testemunha diz que Brittes mandou limpar sangue de jogador Daniel

Da Redação *
14/11/2018 às 10:19.
Atualizado em 28/10/2021 às 01:49
 (Reprodução Instagram)

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Uma testemunha afirmou, em depoimento à Polícia Civil do Paraná nesta terça-feira (13), que o empresário Edison Brittes Júnior, assassino confesso do jogador Daniel Correa Freitas, obrigou os convidados da festa que ocorria na casa do suspeito a limparem manchas de sangue deixadas pelo espancamento ao atleta. O corpo de Daniel foi encontrado em um matagal em São José dos Pinhais, no dia 27 de outubro, com sinais de tortura - sua cabeça estava quase degolada e o pênis decepado.  

O depoimento foi de Evellyn Perusso, de 19 anos, que teria "ficado" com Daniel na festa de aniversário de 18 anos de Allana Brittes, filha do empresário. Segundo a testemunha, o colchão do casal Brittes foi cortado na parte em que havia sangue e o tecido foi queimado junto com os documentos do atleta. Ao confessar, Edison Brittes alegou ter flagrado o atleta tentando estuprar a mulher. A polícia contesta essa versão, por avaliar que Daniel estava bêbado demais para o ataque sexual na noite do crime e considerar que a família Brittes apresentou diferentes versões sobre o caso de acordo com interesse próprio.

Segundo Evellyn, mesmo depois de as agressões ao jogador continuarem, o empresário disse que "não era para pedir ajuda de ninguém, que ele estava na casa dele". A mulher de Brittes, Cristiana, teria intervindo a favor do atleta, segundo o depoimento, mas recebeu nova bronca do marido, que a questionou: "Está defendendo esse vagabundo?". Evellyn disse, ainda, que "em momento algum Cristiana relatou abuso sexual ou estupro por parte de Daniel". 

Entenda o caso

Nascido em Juiz de Fora e criado em Conselheiro Lafaiete, Daniel Correa tinha contrato com o São Paulo até dezembro e estava emprestado ao São Bento de Sorocaba. Revelado pelo Cruzeiro, ele jogou ainda pelo Botafogo e Coritiba.

O corpo de Daniel foi encontrado em um matagal de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, no dia 27 de outubro. O empresário Edison Brittes Júnior confessou o crime e afirmou que foi movido por violenta emoção, ao flagrar o jogador de futebol tentando estuprar a mulher, Cristiana. A Polícia Civil descarta a possibilidade de tentativa de estupro. 

Dentro da casa, Brittes teria espancado Daniel, com a ajuda de outros convidados da festa. Depois, o jogador foi colocado no porta-malas de um carro e levado para o matagal. Além de Brittes, outros três jovens estavam no veículo: Eduardo Silva, Ygor King e David Willian da Silva.

Seis pessoas foram presas, até o momento, por participação no homicídio: Brittes Júnior, a mulher, Cristiana, a filha, Allana, e os três rapazes que teriam ajudado no espancamento e estiveram no carro de Brittes enquanto levava Daniel para o matagal.

(*Com Estadão Conteúdo)

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