É com requintes de crueldade que o torcedor do Cruzeiro vai vivendo esta reta final de Campeonato Brasileiro, atormentado por um fantasma que aparece em momentos de “alívio” – ou melhor, “falso alívio”. Os últimos jogos mostraram episódios em que a alegria celeste emergia e depois evaporava em um curto espaço de tempo.

O pênalti a favor da Raposa contra o CSA culminou numa explosão de felicidade no Mineirão. Mas a incompetência de Thiago Neves na batida mudou o semblante do torcedor: o sorriso deu lugar a lágrimas, raiva e revolta.

Na rodada seguinte, o tento de empate do Athletico-PR diante do Ceará, na bacia das almas, renovou as esperanças, inclusive de Adilson Batista, que revelou ter comemorado este gol no ônibus da delegação estrelada. Quarenta e oito horas depois, o triunfo do Vasco por 1 a 0 jogou mais um balde de água fria na China Azul. E lá estava o fantasma do rebaixamento acompanhando mais uma vexatória performance do Cruzeiro.

Mais um lampejo de felicidade se deu na última quarta-feira (4). Em vários cantos de Minas Gerais, houve uma efusiva comemoração por conta do gol de Gustagol, do Corinthians, em cima do Ceará. Parecia que o fantasma tinha ido embora. Mentira! Lá estava ele, batendo novamente à porta da Raposa, 24 horas depois. Os 2 a 0 do Grêmio teve o selo “Professor Pardal”.

Cruzeiro

Adilson fez três modificações até os 12 minutos do segundo tempo, decisão errada; Robinho se machucou logo depois e não pôde continuar. Com isso, a Raposa, que estava melhor na partida, levou dois gols, com um atleta a menos.

É neste cenário sufocante, construído por abalos emocionais, que o time vai encarar o Palmeiras, neste domingo (8), no último ato celeste na temporada. Os cruzeirenses clamam por um final feliz. O que virão, lágrimas ou “sustos de alegria”?