Protesto da torcida do Cruzeiro na Toca da Raposa (Foto: Marcelo Prates/Hoje em Dia)

A manutenção da fase ruim do Cruzeiro na Série B do Campeonato Brasileiro fez com que o “pacto de tranquilidade” antes negociado entre torcidas organizadas e a diretoria do clube, ao que tudo indica, chegasse ao fim. É que um grupo de torcedores marcou para a manhã desta terça-feira, na porta da Toca II, protesto contra dirigentes e jogadores da Raposa.

Marcado para 10h, uma hora depois do horário oficial para o início do treinamento, o protesto foi convocado pelo grupo “Nascidos Palestra, Forjados Cruzeiro 1921” (NPFC), que ganhou notoriedade pelas manifestações contra o ex-presidente Wagner Pires de Sá, no ano passado.

“Vamos sair do teclado, juntos, seja de organizadas ou torcedor comum. Chegou a hora de cobrarmos os jogadores e diretoria de futebol. A paciência acabou! Botem a cara, diretores. Queremos raça, jogadores! Convocamos a torcida para um protesto na Toca II, terça-feira (22), às 10h. Vem pra rua!”, diz o texto da convocatória, publicado no Twitter do NPFC 1921.

Esse novo protesto foi marcado após mais um resultado negativo do Cruzeiro na Série B, a derrota por 3 a 1 para o CSA, que antes da partida era o lanterna da competição.

No último domingo houve protesto no aeroporto de Confins, durante o desembarque da delegação celeste, que voltava de Maceió, em Alagoas, com mais uma derrota. Torcedores gritaram palavras de ordem, como “Pede dinheiro, mas não ouve o torcedor”.

No dia 3 de setembro também houve protesto no desembarque em Confins, após derrota por 1 a 0 para o Brasil, em Pelotas, pela sétima rodada da Série B. O técnico à época era Enderson Moreira, que não segurou a pressão, e foi demitido após o empate por 1 a 1 com o CRB, na rodada seguinte.

Em 5 de setembro membros de torcidas organizadas também protestaram na porta da Toca II. Os presentes cantaram em tom forte: “O bagulho vai ser doido se o Cruzeiro não subir”.

Depois da manifestação, alguns torcedores foram convocados para uma conversa com o presidente Sérgio Santos Rodrigues. Ali foi articulado um “acordo de paz e tranquilidade”, com a promessa de que o time iria melhorar. No entanto, nem mesmo a mudança de treinador, pelo menos por enquanto, garantiu o sossego do cruzeirense.