O empate sem gols com o lanterna do Brasileirão, o Avaí, em pleno Mineirão, foi um duro golpe para a China Azul. Era o reflexo de uma campanha insossa, construída por meio de catástrofes dentro de campo e ruína fora das quatro linhas. O que poderia ser pior para o torcedor celeste? Levar uma sonora goleada por 4 a 1, sendo presa fácil do Santos, na Vila Belmiro? Embora tenha sido uma humilhação, sim, aquele vareio ainda não era o fundo do poço. Algo quase surreal ainda estava por vir. O revés para o CSA, novamente no Gigante da Pampulha, pode ter representado o fim de esperança para grande parte da nação estrelada. Uma parcela já não acredita em Thiago Neves, Fred, Egídio, Sassá, Robinho e companhia limitada – e de futebol limitadíssimo. Restam três desafios – duríssimos, por sinal – para o Cruzeiro tentar obter um ‘milagre’, o de permanecer na Série A no ano que vem. Para muitos, o jeito é se apegar na fé.

Serão três atos de sobrevida para a Raposa. Na segunda-feira (2), às 20h, o time encara o Vasco, em São Januário. Depois disso, tenta superar o Grêmio na próxima quinta-feira (5), na Arena do Grêmio, às 19h15. Por fim, terá o Palmeiras como adversário, no Mineirão, no dia 8 de dezembro, às 16h. E os celestes esperam chegar a este último duelo ainda com chances de se livrar da degola, cada vez mais próxima da Toca II.

Para um time que venceu somente sete vezes em 35 rodadas, ganhar os três últimos confrontos, contra equipes muito mais organizadas taticamente, pode soar como utopia. Esta é a realidade celeste.

Cruzeiro

O descontentamento e o desespero da torcida, que vaiou bastante o time, jogou sinalizadores e outros objetos em direção ao gramado e protestou contra diretoria, jogadores e o técnico Abel Braga, chegaram a seu ápice nessa quinta (28).

O que fazer para mudar esse panorama fantasmagórico? “Não interessa empate. Só a vitória. Juntar forças de onde não tem para ganhar”, disse TN10. Pois é, Thiago Neves, de onde virá essa força?