A presidente Dilma Rousseff participou do sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2014, realizado nesta sexta-feira, na Costa do Sauípe. Ao identificar a chefe de estado, a transmissão oficial cometeu uma gafe e grafou o seu sobrenome de maneira equivocada: "Roussef".

Ironicamente, o relacionamento de Dilma, sucessora de Luiz Inácio "Lula" da Silva na presidência do Brasil, com a CBF e a Fifa não é dos melhores. Ela era distante de Ricardo Teixeira e mantém a mesma postura em relação a José Maria Marin, que ainda acumula o cargo de mandatário do Comitê Organizador Local (COL).

Logo depois do equívoco da transmissão, a própria Dilma foi imprecisa ao saudar Carlos Alberto Parreira. Chamado de auxiliar de Luiz Felipe Scolari, o treinador do tetracampeonato é na realidade coordenador técnico. Flávio Murtosa, o verdadeiro auxiliar, aplaudiu as palavras da presidente, apesar da falha.

Dilma, ao enaltecer a competição que será organizada pelo Brasil em 2014, ainda esqueceu-se da última edição do torneio, disputada na África do Sul, afirmando que o próximo Mundial será o primeiro a reunir todos os campeões e representantes de todos os continentes.

"Esta será a Copa das Copas, uma Copa para ninguém esquecer. Pela primeira vez estarão reunidos em uma Copa todas as seleções campeãs, com times dos cinco continentes", disse a presidente, esquecendo que o mesmo ocorreu na África do Sul, há três anos e meio.

Posicionada no palco ao lado de Joseph Blatter, que teve seu nome corretamente grafado pela transmissão, ela apostou no sucesso do torneio em 2014. "A Copa no Brasil tem um significado especial, porque o futebol está em casa, somos o país do futebol. O futebol está no coração de cada um e de todos os brasileiros", discursou.