Pela segunda temporada seguida, Jorge Sampaoli briga pela ponta na Série A do Campeonato Brasileiro. Em 2019, com o Santos, vice-campeão de um impressionante Flamengo, que teve 78% de aproveitamento e chegou aos 90 pontos. Este ano, no Atlético, que assumiu a liderança no último sábado (19), com os 4 a 3 sobre o Atlético-GO, em Goiânia.

Sampaoli

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O placar que fez o Galo voltar à ponta prova a diferença entre o time de Sampaoli de 2020 em relação ao Peixe de 2019. Isso, considerando-se os dez primeiros jogos na Série A, o que representa 26% das 38 partidas disputadas por cada equipe.

O Atlético marca mais gols (18 a 13) e é mais vazado (12 a 7), mas o saldo é o mesmo: seis.

Aproveitamento

O aproveitamento é diferente. Em 2019, o Santos ganhou 23 dos primeiros 30 pontos disputados, mas era vice-líder, pois o Palmeiras somava 26, fruto de um início impressionante com oito vitórias e dois empates.

O Galo tem 21 pontos com as mesmas sete vitórias do Peixe, mas três derrotas e nenhum empate. Os santistas tiveram duas igualdades, ambas por 0 a 0, contra CSA, em Maceió, e Internacional, na Vila Belmiro.

Está aí outra diferença, pois o Atlético de Sampaoli é tudo ou nada, com certeza fruto da experiência que ele adquiriu disputando o Brasileirão do ano passado à frente da equipe santista.

A rotatividade de atletas é marca dos dois trabalhos, mas no Galo, até pela regra de cinco substituições, por causa da pandemia pelo novo coronavírus, há seis jogadores (Júnior Alonso, Guilherme Arana, Allan, Alan Franco, Savarino e Keno) com dez jogos, contra apenas um (Victor Ferraz) no Santos em 2019.

Outra diferença é a maior participação no Galo dos volantes e meias na marcação dos gols. Em compensação, os atacantes atleticanos balançam menos a rede.

Os números mostram diferenças nos inícios de Série A de Santos e Atlético comandados por Sampaoli. A torcida atleticana espera que o final também seja, com o Galo erguendo a taça do Brasileirão depois de 49 anos da sua única conquista.

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