Sabe aquela máxima de que “quem cai com um clube é sua torcida”? Com o Cruzeiro não é diferente. E para alguns celestes, o rebaixamento é duplo. Ícones de uma geração, o goleiro Fábio, o zagueiro Léo e o volante Henrique sofrem uma queda como jogadores e também como torcedores.

O caso de Léo é o mais emblemático. Natural de Belo Horizonte, o beque é cruzeirense desde o berço. Quando garoto, ansiava vestir a camisa azul e branca. Como jogador profissional, atuou por Grêmio e Palmeiras antes de defender o clube do coração a partir de 2010.

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Nem sempre foi titular, mas assumiu essa condição gradativamente, naquele jeitinho mineiro de ser, por meio do clichê “comendo pelas beiradas”. Tornou-se um dos símbolos do elenco que conquistou o bicampeonato brasileiro de 2013 e 2014 e o bi da Copa do Brasil de 2017 e 2018.

Esses títulos também foram angariados pelo mato-grossense Fábio, que se tornou torcedor celeste ao longo dos anos. “Aqui é sangue azul”, repetia o camisa 1 em várias entrevistas. Assim como Léo, não era unanimidade no começo de sua trajetória na Raposa – na verdade, nos primórdios de sua segunda passagem, com início em 2005.

Só que as partidas épicas e os “milagres” alcançados em disputas de pênaltis mudaram a opinião de muito cruzeirense. Não à toa Fábio se tornou o atleta que mais vezes atuou pelo Cruzeiro, com 871 partidas.

Quem também se identificou com o uniforme estrelado foi o paranaense Henrique. Aposta de Adilson Batista em 2008, demorou para o volante cair nas graças da China Azul. Foi na Raposa que o meio-campista passou a maior parte de sua carreira profissional – a Toca também serviu de trampolim para a Seleção Brasileira.

Em duas passagens (a primeira, de 2008 a meados de 2011; a outra, a partir de 2013), o volante coleciona 516 jogos.

Sem dúvida alguma, o rebaixamento não é o epítome de suas carreiras, mas um capítulo melancólico escrito por meio da dor de jogadores e torcedores.