Um entrave entre Federação Mineira de Futebol (FMF) e clubes ameaça a realização do próximo Campeonato Mineiro de Futebol Feminino, que teoricamente teria início no dia 15 de setembro. O ponto de discordância entre as equipes e a FMF é a cobrança de taxas proposta pela entidade aos times participantes da próxima edição do torneio.  

Após a última reunião, na última quarta-feira (14), os clubes decidiram que não participariam do campeonato caso a federação não arcasse com as taxas, que nos últimos anos foram pagas pela entidade organizadora. Para tentar resolver a questão, as equipes, em forma conjunta, solicitaram nessa terça-feira (20) outro encontro com o presidente da FMF.

Nina Abreu, coordenadora do futebol feminino do Atlético acredita na realização de outra reunião e que as partes entrem em acordo.

“A gente solicitou um horário com o presidente da federação e estamos aguardando um retorno deles. Acreditamos no bom senso, a gente quer caminhar juntos nessa primeira fase do futebol feminino e estamos aguardando a resposta sobre a marcação dessa reunião”, explicou Nina.

“A gente precisa da disputa do campeonato, que ele seja realizado. A questão do Atlético não é nem pelo valor da taxa, a gente consegue e vai pagar. Mas a federação deveria abraçar conosco essa causa. Ela sempre pagou, e acredito no bom senso da federação”, completou.

Procurada pela reportagem do Hoje em Dia, Bárbara Fonseca, coordenadora de futebol feminino do Cruzeiro, lembrou que outros torneios, como o Campeonato Brasileiro, têm as taxas pagas pelas entidades organizadoras.

“Nas outras 14 edições do Mineiro, as taxas de arbitragem foram pagas pela federação. O entendimento de fomento acontece de maneira nacional. A CBF banca Campeonato Brasileiro inteiro, a Federação Paulista também não passa esses custos para o clube e tem um grande campeonato estadual”, disse Bárbara 

Bárbara reiterou o pedido dos clubes por uma nova reunião com Adriano Aro, presidente da FMF.

“A gente tinha o entendimento que a Federação nos procuraria essa semana, mas não nos procurou. Então estamos provocando a FMF, e, se ela nos atender e cravar que não arcará com essas despesas, os clubes terão que reunir e talvez fazer uma competição sem contar com a coordenação da Federação. Estamos trabalhando com uma data limite da primeira semana de setembro”, concluiu a coordenadora do Cruzeiro.

Após contato feito pela reportagem do Hoje em Dia, a Federação Mineira de Futebol informou que há um horário marcado pelo Atlético com o presidente da entidade, mas que ainda não foi passado à FMF o teor da reunião socilicatada pelo clube

 

*Hugo Lobão sob supervisão de Thiago Prata