Contra o Fortaleza, neste sábado (2), às 17h, no Castelão, Vagner Mancini tentará dar uma resposta àqueles que são seus maiores "críticos": os torcedores do Galo. Pouco mais de suas semanas de trabalho foram suficientes para ele vivenciar os dois lados da moeda como treinador do Atlético. Se a vitória sobre o Santos por 2 a 0 foi digna de elogios, os reveses para São Paulo e, sobretudo, Chapecoense, tiraram a Massa do sério.

Diante da equipe alviverde, no Independência, os torcedores não perdoaram e destinaram gritos de "burro" ao comandante, que não gostou nada da postura daqueles que estavam nas arquibancadas. "Em 15 anos de trabalho, isso (gritos de 'burro') nunca tinha acontecido. Cheguei no Atlético em um ambiente hostil", disse ele após o duelo.

Nessa sexta-feira (1), voltou a se defender, apesar de estar ciente de que possui uma parcela de responsabilidade para a queda de rendimento do Atlético e, consequentemente, a perda de posições no Brasileirão.

"A sequência negativa vem de um tempo em que eu não estava no Atlético. A pressão existe em todos os setores (da sociedade). E essa intolerancia atingiu o futebol. Temos que encarar isso, ficar concentrados e focados. Ninguém esperava que o Atlético fosse derrotado pela Chapecoense, o que acentua um pouquinho mais (essa pressão). Uma pressão natural dentro de um time de futebol", afirmou.

Vagner Mancini

O Galo precisa vencer o Fortaleza para se afastar da zona de rebaixamento e, de quebra, ultrapassar o adversário na classificação. Os dois times têm 35 pontos, cinco a mais que o Fluminense, clube que abre o Z-4. O alvinegro, 13º colocado, aparece atrás do Tricolor,12º, por conta do saldo de gols inferior.

"Enfrentar o Fortaleza aqui será difícil sempre. Temos que jogar a pressão para o Fortaleza, que contará com um estádio lotado. O que espero sinceramente é que o Atlético pegue a energia no estádio a seu favor", disse Mancini.