“Não faço churrasco para ninguém, não faço conchavo. Nossa campanha já saiu grande por ter o apoio dos quatro ex-presidentes do clube vivos (César Masci, Zezé e Alvimar Perrella e Gilvan de Pinho Tavares) e dos dois maiores patrocinadores (Supermercados BH e Bem Protege). E fui lançado por uma base de 80 conselheiros. Minha campanha já nasceu sólida. A deles, de uma reunião de sete pessoas”, essa é a posição de Sérgio Santos Rodrigues em relação ao cenário atual das eleições no Cruzeiro.

Sérgio garante que o Conselho Gestor nunca foi claro, decisivo, numa proposta de fazer eleição única no final do ano com ele sendo apoiado pelo grupo. Mas além disso, garante que sua posição de eleições urgentes no clube é por não concordar com o modelo atual de gestão.
“O nome já diz: é Núcleo Dirigente Transitório. Não quero eleição única em outubro porque o Conselho Gestor não é o ideal. Saída do Adilson deixa isso claro.  Se é transitório, você tem de apagar o incêndio e entregar a quem vai tocar o clube. Sou contra o modelo. Eleição tinha de ser em fevereiro. Tinha de ser correndo. Isso é o ponto principal”, afirma Sérgio.

Sérgio Santos RodriguesSérgio Santos Rodrigues destaca o fato de sua candidatura contar com o apoio dos dois maiores patrocinadores do clube, entre eles Pedro Lourenço, do Supermercados BH

Sobre a possibilidade de receber votos de integrantes da chamada Família União, o agora candidato único à presidência do Cruzeiro vê como urgência o clube resolver essa questão: “O que é Família União. Emílio e Gatti fizeram vídeo para eles. Gente depois de assinar a lista do Itair, no ano passado, após todas as irregularidades mostradas, montou outros grupos. A gente tem de separar o joio do trigo. O Cruzeiro não pode ficar com tanto grupo. Se começar a criar esse tanto de grupo, vamos acabar com o clube. É preciso uma investigação severa de quem usou o Cruzeiro. Responsabilizar criminalmente. Cada um tem uma particularidade. Comissão de Ética tem de apurar cada caso. E seja quem for, se tiver cometido irregularidade, que seja expulso. Eu, se presidente, pensarei assim e darei apoio à Comissão de Ética, que é independente, pois conta com pessoas do Conselho Gestor, do Grupo Transparência”.

Nesta linha de passar a limpo a vida do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues garante rigor nas apurações: “tem pessoas boas e tem as que praticaram irregularidades. Sempre fui um dos mais firmes a favor de todas as investigações. A auditoria da Kroll seguirá, pois sou a favor dela há muito tempo. Vamos esclarecer isso tudo. Repito, o Cruzeiro precisa separar o joio do trigo. A Kroll, Polícia Civil e Ministério Público poderão nos dar muitas respostas”.