Antes mesmo de o lateral-direito Emerson ser anunciado conjuntamente por Bétis e Barcelona, numa transação de empréstimo para o primeiro e venda ao segundo pelas mãos da diretoria do Atlético, a Ponte Preta foi a público reclamar que não receberia os 12,5% que tinha direito. E não receberá. O Galo repassará, após negociação, apenas 100 mil euros dos 12,170 milhões acordados com o Barça.

A Ponte Preta, ao vender 62,5% dos direitos econômicos do camisa 2 ao Galo, em 2018, acertou no contrato que teria direito a 12,5% de uma futura venda internacional do jovem atleta, caso ela acontecesse até 28 de fevereiro. Entretanto, esta parcela não valeria em caso de empréstimo. O que o Atlético acabou acordando com o Barcelona, com Emerson cedido ao Bétis num primeiro momento. Sabedor que teria essa fatia em risco, a Ponte acabou acertando um acordo com o alvinegro mineiro, e receberá cerca de 300 mil euros do montante (2,4%). 

Do bolso do Atlético, só sairá 100 mil euros, sendo que os outros 200 mil euros serão bancados pelo Barcelona. Por isso o valor da transferência teve que ser aumentado um pouco além dos 12 milhões de euros redondos.

"Houve uma negociação e a Ponte Preta renunciou e fez um acordo: considerando que nós vamos emprestá-lo e não vendê-lo, modificou-se o contrato e a Ponte passa a receber, desde cumprida determinada condições, que da parte do Atlético é de apenas 100 mil euros, fora a parte do Barcelona, que também custeará a parte do mecanismo de solidariedade. Isso envolve estratégia, visão de mercado, tempo, paciência e atuação. Então, é essa questão que o torcedor as vezes não entende, fica nervoso, mas que o dirigente tem que ter cabeça fria, calma, para conduzir as coisas. O caso do Róger Guedes foi muito parecido. Ao contrário do que as pessoas dizem que a janela (chinesa) estava fechando... O contrato tinha várias questões", disse, ao Hoje em Dia, Lásaro Cândido, vice-presidente do Atlético e personagem do próximo Papo em Dia (9 de fevereiro).

Clubes formadores

Além desses menos de 3% do valor total que a Ponte receberá, o clube de Campinas também participa dos 5% de toda transferência internacional onerosa reservados aos clubes formadores do jogador em questão. A regra da Fifa beneficia o próprio Atlético, uma vez que é um dos clubes que hospedou Emerson entre 12 e 23 anos (o jogador fez 20 em janeiro).

Só que há a presença de outros três clubes gigantes do futebol brasileiro nesses 5%, que são distribuídos proporcionalmente em relação ao tempo em que Emerson ficou nas agremiações. O HD apurou que a Ponte receberá entre 2% a 3% do mecanismo, o restante fica dividido entre São Paulo, Palmeiras e Grêmio, por onde Emerson passou na infância, sem contar o próprio Galo.

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