A mensagem reunia o habitual sarcasmo do então presidente do Atlético, Alexandre Kalil, e significou, em 29 de junho de 2012, o primeiro comentário de incentivo a Victor para a trajetória histórica que viria a seguir. Após quase nove anos de clube, muitos 'milagres' alcançados e títulos conquistados, o ‘santo’ relembrou o dia em que leu o tweet de “boas-vindas” que fez toda a diferença no início de seu ciclo pelo Alvinegro: “Torcida mais chata do Brasil, se o problema era goleiro, não é mais. Victor é do Galo”.

“Memória muito forte. (...) Tenho que agradecer ao presidente Kalil (hoje prefeito de BH) que bancou minha contratação. Essa tuitada me deu confiança e me deixou muito à vontade para entrar em campo, mas com responsabilidade grande. Acho que a missão foi cumprida com louvor”, comentou são Victor.

A partir dali o goleiro teve o pressentimento de que sua saga pelo Galo renderia capítulos inesquecíveis. Só não imaginava que seria ele um nome crucial para pavimentar o caminho que culminou nessa idolatria. Mesmo assim, ressaltou que nada foi alcançado sozinho. 

“Tudo isso que vivi, essa idolatria, passa pela montagem de elenco vencedor. Se hoje chego a esta condição, no fim da minha carreira, passa muito pelas vitórias conquistadas no sentido coletivo. Lances memoráveis e grandes conquistas só aconteceram pelo time que nós tínhamos. Sou uma peça nessa engrenagem e me sinto honrado por fazer parte dos capítulos vitoriosos”, disse.

Victor se despediu como jogador do Atlético após 424 partidas e tendo conquistado os títulos da Libertadores de 2013, da Copa do Brasil de 2014, da Recopa de 2014, da Florida Cup de 2016 e do Mineiro de 2012, 2013, 2015, 2017 e 2020.

Nesse domingo (28), ele recebeu uma série de homenagens em seu último jogo pelo Alvinegro, a vitória por 3 a 0 sobre a URT, e colocou as mãos na calçada da fama do Mineirão.

Nesta segunda (1), ele assumiu o cargo de gerente de futebol do clube.

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