Tudo caminhava bem para o Atlético até os instantes finais do confronto contra a Ponte Preta. Mas no finzinho do jogo, o goleiro Victor foi obrigado a fazer mais um de seus milagres para evitar o gol de empate da Macaca e garantir os três pontos importantes.

O técnico Levir Culpi tentou encarar o apagão, que por muito pouco não roubou dois pontos do Galo em Belo Horizonte, com naturalidade. “Se saísse um gol da Ponte a gente quase ia ser linchado. Os altos e baixos fazem parte do futebol. O Atlético dominou a partida e estava jogando bonito. Mas as vezes acontece isso. Temos que tomar cuidado para que isso não comprometa”, resumiu Levir, que perdeu Jemerson, com o terceiro amarelo e já antecipou Edcarlos.

Para o lateral Douglas Santos, o susto foi fruto do cansaço da equipe, que correu muito durante os 90 minutos. “A gente já estava meio cansado. Aí acabamos descuidando um pouco, mas granças a Deus conseguimos garantir a vitória e somar os três pontos. Agora é descansar e esperar o jogo contar o Corinthians”, resumiu Douglas na saída do gramado.

Para Luan, o seu gol e os três pontos não foram frutos apenas da raça atleticana. Marcar contra o ex-clube teve ainda um gostinho especial para o “Menino Maluquinho”. “O povo fala que eu tenho muita raça, mas eu também tenho técnica. A torcida estava impaciente porque a gente estava errando muitos passes, mas fazer um gol sobre a Ponte foi muito gostoso. O presidente lá falou muita coisa quando eu saí, tentando jogar a torcida contra mim”, resumiu o atacante