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A Federação Mineira de Futebol (FMF) marcou a retomada do Campeonato Mineiro para o dia 26 de julho, mas há clubes que contestam o reinício da competição por causa da pandemia do coronavírus. Caso de Tupynambás e Villa Nova, que acionaram o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MG) na última semana, na tentativa de impedir, por meio de liminar, que o torneio recomece. A informação foi divulgada pelo Globoesporte.

Os clubes em um primeiro momento querem o cancelamento do reinício do Campeonato Mineiro, e se isso não for possível, pelo menos a suspensão dos jogos em que estão envolvidos. Além da anulação do rebaixamento na edição 2020 do Estadual. 

"Entramos com uma liminar ontem para cancelar o reinício da competição e também elidir a possibilidade do rebaixamento em Minas Gerais. Além de ser uma coisa indevida, temos duas situações no Brasil: a Federação Gaúcha e dois clubes do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Cabofriense, que entraram com medida judicial e conseguiram liminar para não homologar o rebaixamento dos dois; na terça é o julgamento no TJD-RJ. Nesse caso, além do presidente do TJD-RJ ter dado a liminar, a Federação do Rio (Ferj) apresentou contestação em favor dos clubes, considerando que existe razão para o clube não ser rebaixado", explicou o advogado Alexandre José da Costa Franco, representante de Villa e Tupynambás, ao Globoesporte.

O Hoje em Dia procurou o presidente do Villa Nova, Márcio Botelho, para falar a respeito da liminar no TJD-MG. O mandatário do clube de Nova Lima disse que "falar de futebol agora é inaceitável e que o prazo de 18 dia para reiniciar o campeonato em plena epidemia é inadmissível", disse ao HD

"O Villa não é contra o retorno. Pelo contrário, entendemos que o futebol tem que ser resolvido dentro de campo, mas precisamos de o mínimo de segurança e igualdade. O chamado jogo limpo. o fair play. Estamos pedindo no Tribunal o mínimo de 30 dias de treino", completa. 

 

O Hoje em Dia também procurou o vice-presidente de futebol do Tupynambás, Cláudio Dias, mas ele não respondeu aos questionamentos até a publicação deste texto.

À reportagem, a assessoria de imprensa da FMF disse que a entidade não se manifestará neste momento.

À espera

Villa e Tupynambás esperam a análise do pedido ao TJD-MG. O advogado Alexandre José Costa Franco explica que os clubes alegam o alto índice de contaminação pela pandemia no Estado de Minas Gerais, queda de receitas e prazo curto para recontratar atletas, tendo em vista que houve desmanche por causa da interrupção do campeonato em março. 

"Os clubes foram todos desmontados, porque existia o planejamento de janeiro a abril e tinham que pagar as rescisões. É evidente que isso vai prejudicar as equipes tanto da parte de cima, quanto da parte de baixo da tabela. Além da inviabilidade de treinamento e mobilização, as equipes vão ter elencos totalmente desfigurados. O Villa rescindiu com todos os jogadores e o Tupynambás, também. A Lei Pelé trata do descenso, mas tem que existir uma flexibilização das leis, e para isso existe o judiciário. Os clubes tentaram que a Federação entendesse dessa maneira, mas ela não viu assim", comentou.