O Zimbábue apresentou formalmente a sua candidatura para sediar a Copa Africana de Nações de 2017. Esta é a primeira tentativa por parte do país de sediar um grande evento esportivo desde os problemas enfrentados em 2003, quando foi uma das sedes da Copa do Mundo de Críquete.

A Associação de Futebol do Zimbábue explicou que apresentou os documentos necessários na sede da Confederação Africana de Futebol (CAF), no Cairo, antes do encerramento do prazo para a inscrição das candidatas, que termina nesta terça-feira (30).

"Estamos confiantes de que o documento é sólido o suficiente para convencer a entidade continental a conceder ao Zimbábue o direito de sediar", disse Xolisani Gwesela, porta-voz da Associação de Futebol do Zimbábue.

Há sérias dúvidas sobre a capacidade do Zimbábue de sediar o evento de 16 seleções. O país está enfrentando problemas econômicos terríveis, resultando no completo colapso de sua moeda e na adoção do dólar em seu lugar.

O regime do presidente Robert Mugabe também é acusado de abusos aos direitos humanos. Por causa disso, em 2003, a Inglaterra boicotou o torneio, enquanto a seleção nacional aproveitou o evento para protestar contra o governo.

A CAF teve que recomeçar o processo de escolha da sede do torneio de 2017 após a desistência da Líbia em organizá-lo. A Etiópia declarou a sua intenção de concorrer, enquanto Argélia, Quênia, Gana e Mali já manifestaram interesse. O Zimbábue apresentou uma proposta individual depois de não chegar a acordo sobre as propostas conjuntas com Zâmbia e Botsuana.

A próxima Copa Africana de Nações será no Marrocos, em janeiro e fevereiro de 2015. Camarões, Costa do Marfim e Guiné sediarão o torneio em 2019, 2021 e 2023, respectivamente.