
A máxima: "quando não se pode vencê-lo, junte-se a ele" nem sempre é aplicada. E a Microsoft foi muito mais inteligente ao buscar uma nova abordagem para a franquia Forza do que ficar dando cabeçada na tentativa de superar Gran Turismo, com o desprezado Forza Motorsport.
O grande trunfo da MS foi Forza Horizon, uma série de corridas em mundo aberto, com lindos gráficos e um monte de carros fantásticos. É uma espécie de GTA sem bandidagem, apenas o puro prazer de pilotar. E o melhor, sem as exigências de um simulador.
Agora, a franquia chega em sua sexta edição, tendo como pano de fundo o Japão. Como de praxe, tem paisagens espetaculares e nesta edição uma ode à cultura JDM (que é o culto aos carros domésticos japoneses, exclusivos para o arquipélago nipônico).
Forza Horizon 6 chegou ao mercado em 19 de maio e rapidamente se transformou em um dos maiores lançamentos exclusivos da Microsoft. Desenvolvido pela Playground Games e publicado pela Xbox Game Studios, o jogo estreou simultaneamente no Xbox Series X|S, PC e no catálogo do Xbox Game Pass, enquanto a versão para PlayStation 5 foi confirmada para ainda este ano, mas sem data definida. Isso mesmo, a empresa de Bill Gates está mais preocupada em vender jogos do que se esforçar para tornar seu console vencedor. Dessa vez, parece que se uniu ao rival.
A recepção inicial do público foi bastante positiva. Nas primeiras horas de acesso antecipado — liberado em 15 de maio para compradores da edição Premium — o jogo ultrapassou a marca de 170 mil jogadores simultâneos na Steam, mais que dobrando o recorde registrado anteriormente por Forza Horizon 5. Dias depois, o número continuou crescendo, consolidando o game como um dos lançamentos mais fortes da plataforma em 2026.
Além dos números, o impacto do lançamento apareceu nas redes sociais, fóruns e canais especializados. Parte da comunidade destacou o salto gráfico, principalmente nas áreas urbanas inspiradas em Tóquio, nas estradas montanhosas e nos efeitos climáticos dinâmicos. Outro elemento bastante comentado foi a recriação da cultura automotiva japonesa, com referências a encontros noturnos, carros clássicos do universo JDM e pistas inspiradas nas tradicionais corridas de drift.
Apesar do entusiasmo, parte da comunidade também apresentou críticas. Em discussões no Reddit e fóruns especializados, alguns jogadores reclamaram da densidade de tráfego considerada baixa nos vídeos iniciais e do excesso de pistas largas em determinadas regiões do mapa, algo que, para parte dos fãs, reduz a sensação das tradicionais estradas estreitas japonesas. Ainda assim, muitos comentários ressaltam que o jogo representa uma evolução importante em relação ao capítulo anterior.
A recepção da crítica especializada também reforçou o impacto do lançamento. No OpenCritic, o título estreou com média superior a 90 pontos, impulsionado por avaliações positivas que elogiaram o visual, a ambientação japonesa e o refinamento da fórmula da série.
Com mais de 550 carros disponíveis, mapa ampliado, novas opções de progressão e estreia simultânea no Game Pass, Forza Horizon 6 chega ao mercado como uma das maiores apostas da Microsoft para 2026. O lançamento também marca uma nova fase da estratégia da empresa, que começa a expandir suas franquias para plataformas concorrentes, ampliando ainda mais o alcance da série. Tem hora que é preciso juntar-se a eles.
Forza Horizon 6 é um jogo caro, que parte de R$ 300 na edição de acesso, mas pode chegar a R$ 550 na versão Premium. Uma dica é assinar o serviço
Game Pass. Se o amigo joga no PC, a mensalidade custa R$ 60. Dá para curtir bastante o título e avaliar se vale a pena pagar a pequena fortuna pela "posse" do game.