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Publicado há 35 anos, “R-Type” resiste ao tempo como um dos melhores shooters de nave

Marcelo Jabulas
@mjabulas
13/05/2022 às 06:44.
Atualizado em 13/05/2022 às 21:48

A evolução da indústria dos games é feita por movimentos migratórios quase orquestrados entre estúdios e distribuidoras. Os jogos de tiro surgiram ainda nos anos 1970 e foram aprimorando o formato. Dos estáticos “Space Invaders” aos games de rolagem vertical de tela, como “River Raid” e, posteriormente, “1942”, os jogos de tiro tiveram seu apogeu nos anos 1980. E um dos grandes expoentes foi “R-Type”.

Publicado pela Irem em 15 de maio de 1987, “R-Type” tornou-se um sucesso imediato nas casas de fliperama japonesas. O game trazia gráficos sofisticados, muito acima do padrão da época, e uma qualidade de áudio espetacular. A trilha de “R-Type” é irretocável. 

Porém o que fez brilhar os olhos dos gerentes das casas de jogos não era o visual, mas o elevado nível de dificuldade. Fator que garantia um fluxo de créditos alucinante.

O enredo de “R-Type” é simples: o jogador é um piloto que precisa conter uma ameaça alienígena. Pelo espaço, o jogador precisa derrotar as ameaças. As fases seguem o mesmo roteiro, mas com cenários que mostram grandes estruturas, asteroides e até mesmo as entranhas de alguma criatura gigantesca.

A lógica do game segue a mesma de “River Raid”, “Gunsmoke” ou qualquer outro game de tiro. O jogador precisa eliminar o máximo de alvos que aparecem na tela e desviar dos tiros. Parece simples, mas o game é extremamente difícil. 

Qualquer coisa que toque a nave é uma vida a menos. O jogador consegue avançar em todas as direções da tela, enquanto o cenário se desloca de forma contínua. Além de naves inimigas e seus tiros, ainda surgem obstáculos que exigem que o jogador busque frestas para não tocar em nada. 

Para ajudar o jogador em sua empreitada, durante o game surgem na tela módulos que carregam uma arma auxiliar, chamada de Force. Quando era moleque, a turma chamava o artefato de droide, numa alusão aos robozinhos de “Star Wars”. 

Ele funciona como um segundo canhão, que pode ficar solto acompanhando o ritmo de disparos do jogador ou acoplado à nave, na frente ou atrás para fortalecer os tiros. Esse assistente pode ficar mais forte e com maior poder de fogo quando o jogador recolhe mais módulos que surgem pelo cenário.

Outro recurso é o tiro especial. Para ativá-lo é preciso manter o botão de disparo pressionado para carregar a arma. O raio liberado é capaz de destruir todos os inimigos da tela.

Chefes de R-Type

Quem joga videogame há mais de 30 anos sabe que jogo bom tem que ter chefe grande. E nesse quesito “R-Type” não decepciona. O game conta com chefões gigantescos. São criaturas grotescas, com partes mecanizadas. 

Para destruí-los não há segredo. É atirar e desviar das investidas. Alguns têm pontos fracos que amplificam os danos. Lançar o Force (ou droide) nos pontos vulneráveis dos chefes facilita o trabalho.

Consoles

Com a ótima aceitação no arcade, a Irem iniciou o processo de expansão para consoles. O game ganhou edições para NES (Nintendo 8 bits), Master System e TurboGrafx-16. Ele também ganhou edições para computadores como PC, Atari ST, Amiga, Commodore 64, MSX e Amstrad CPC. Em todos os casos, as conversões foram muito bem aplicadas, com jogos bem fidedignos ao original para fliperama.

A boa aceitação fez com que o game ganhasse sequências. Uma das mais populares foi “R-Type II”, lançada para arcade dois anos depois. Esse título ganhou projeção como “Super R-Type”, para Super Nintendo, de 1991. Ele trazia melhorias gráficas consideráveis, com cenários mais caprichados, fundos de tela com planetas ao fundo. 

O Super Nintendo também recebeu “R-Type III: The Third Lightning”, em 1993, que repetia a mesma fórmula, mas dava ao jogador a liberdade de escolher novas armas antes do início da campanha.

Ao todo cinco games da franquia foram publicados. O mais recente é “R-Type Final 2”, lançado em 2021, com edições para Nintendo Switch, PC, PS4, Xbox One e Xbox X/S. Quem quiser experimentar o game original pode optar pela coletânea “R-Type Dimensions”, com versões para PC, PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One e Switch. Nele há os dois primeiros títulos. 

Mas quem quiser viver a experiência da época pode garimpar um cartucho. Um exemplar original de “R-Type”, para Master System pode variar de R$ 200 a R$ 500, no Mercado Livre.

Depois de 35 anos, “R-Type” mostra que os games de tiro de fliperama ainda atraem o público. Uma nova aventura está cotada para estrear ainda este ano, mas sem data definitiva. Afinal quem não ama um joguinho de nava, não é?

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