Cambito

Prato campeão do Comida di Buteco continua no cardápio do Café Palhares pelos menos até 2023

Leonardo Parrela
leoparrela@hojeemdia.com.br
24/05/2022 às 14:37.
Atualizado em 24/05/2022 às 14:44
Movimento foi grande no dia seguinte a confirmação do bicampeonato do Comida di Buteco. (Leonardo Parrela/Hoje Em Dia)

Movimento foi grande no dia seguinte a confirmação do bicampeonato do Comida di Buteco. (Leonardo Parrela/Hoje Em Dia)

O prato "Cambito", servido pelo tradicional Café Palhares, consagrado bi-campeão do Comida di Buteco 2022 nessa segunda-feira (23), seguirá no cardápio do estabelecimento por pelo menos mais um ano. É o que garantem os próprietários João Lúcio e Luiz Fernando Palhares.

De acordo com eles, ao longo do último mês, foram vendidas mais de 2 mil unidades do prato - um jarret suíno acompanhado de farofa crocante, couve e mandioca com manteiga de garrafa temperada. Atualmente comercializado a R$ 27, preço estabelecido pela organização da competição, a iguaria deve, no entanto, sofrer reajustes em breve, dadas as mudanças nos valores dos ingredientes.

"É muito difícil a gente seguir com esse preço, os ingredientes ficaram mais caros. O quilo da mandioca, que a gente comprava a R$ 4 subiu para mais de R$ 10", explica João Lúcio. Mas o proprietários garantem que a porção continuará sendo comercializada a preço popular.

 

Vencedor de 2021, Café Palhares participou este ano com um ‘jarret’ suíno acompanhado de farofa crocante. (Divulgação / Comida di Buteco - Rodney Costa)

Procura continua

Um dia após a premiação, o movimento, no horário do almoço desta terça-feira (24), foi insenso no Café, que fica na Rua dos Tupinambás, 638, região Central de Belo Horizonte. Os consumidores se dividiam entre felicitar os proprietários e provar o prato campeão, que começa a ser servido, assim como todo o cardápio, a partir das 10h. 

"É um prato muito gostoso, muito bonito. Mereceu ser campeão mesmo", afirmou Carlos Bittencourt, cliente do local. 
Inspiração

O prato campeão foi inspirado no gosto de Seu Neném, pai dos proprietários e fundador do Café Palhares, em 1938. "Meu pai gostava muito desse corte, o jarret. Gostava muito de farofa também e a partir disso a gente foi testando", diz Luiz Fernando, que trabalha no bar desde 1972.

A partir disso, começaram a pensar nos ingredientes, pensando no que já é usado diariamente. "O que mineiro gosta de comer com carne? Mandioca. O que vai bem com a mandioca? Manteiga de garrafa", diz João. "Só que servem a manteiga pura, eu pensei em temperar a manteiga. E aí colocamos a couve para colorir o prato", completa Luiz. 

Família Palhares comemora segundo título consecutivo do Comida di Buteco. (Divulgação/Café Palhares)

Família Palhares comemora segundo título consecutivo do Comida di Buteco. (Divulgação/Café Palhares)

KAOL segue sendo 'carro chefe'

A procura pelo prato que disputava o título da competição foi grande, mas, de acordo com os próprietários, não bateu o tradicional "KAOL". 

"O KAOL é o nosso prato mais forte. É o que vende mais, é o prato do ano inteiro, a gente trabalha em cima dele e é o que sai a toda hora", explicou Luiz Fernando.

O prato é o mais tradicional da casa, servido desde sua abertura, e nada mais é do que as iniciais de cachaça (cujo “c” foi trocado pelo “K” por escolha de Seu Neném), – que costumava preceder as refeições -, arroz, ovo e linguiça. Com o passar do tempo foram adicionados outros ingredientes como farofa, couve e o torresmo. Atualmente pode ser acompanhado de pernil, carne cozida, dobradinha e língua.

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