Tragédia

Número de mortos após incêndio em Hong Kong chega a 128; 200 estão desaparecidos

Autoridades investigam causas do fogo, que é o mais mortal na região desde 1948; oito pessoas foram presas

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 28/11/2025 às 11:13.
 (Reprodução/Vídeo/Redes Sociais)
(Reprodução/Vídeo/Redes Sociais)

O número de mortos no incêndio de grandes proporções que atingiu um complexo de apartamentos em Hong Kong na quarta-feira subiu para 128, e 200 pessoas continuam desaparecidas. A Comissão Independente contra Corrupção de Hong Kong (ICAC) anunciou que prendeu oito pessoas até o momento relacionadas ao caso.

Conforme agências internacionais, seis novas prisões foram realizadas nesta sexta-feira (28). Até ontem, dois diretores da consultoria Will Power Architects já tinham sido detidos sob acusação de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. As prisões foram feitas após a descoberta de materiais inflamáveis deixados durante trabalhos de manutenção na fachada do complexo.

Buscas continuam

Dos mortos, apenas 39 foram identificados até o momento. Enquanto equipes extinguiam os focos de incêndio nas torres que ainda fumegavam, familiares tinham a tarefa de olhar para as fotografias dos mortos tiradas pelos socorristas.

O chefe de segurança de Hong Kong, Chris Tang, disse não descartar a possibilidade de que outros corpos sejam descobertos quando a polícia entrar no prédio para investigações detalhadas.

"Nosso objetivo agora é garantir que a temperatura no prédio diminua e, assim que tudo for considerado seguro, a polícia coletará evidências e conduzirá uma investigação mais aprofundada", disse Chris Tang.

As operações de resgate já foram concluídas e pelo menos 79 pessoas ficaram feridas, incluindo 12 bombeiros que trabalharam na ação de contenção.

Incidente mais grave desde 1948

O incêndio atingiu o condomínio Wang Fuk Court, na região de Tai Po. O complexo é composto por oito prédios de 31 andares e tem dois mil apartamentos, onde mais de 4.600 pessoas moravam.

Os bombeiros trabalham com a hipótese de que o fogo se espalhou de um edifício ao outro por causa do vento e das cinzas. Mais de 700 profissionais estiveram envolvidos no combate às chamas.

O incidente ocorreu após um ano de reclamações sobre a segurança do local. Moradores foram informados pelas autoridades no ano passado de que enfrentavam "riscos de incêndios relativamente baixos" após se queixarem repetidamente sobre o potencial de inflamabilidade em obras de reforma em andamento.

O presidente da China, Xi Jinping, prestou condolências às famílias afetadas e pediu que "se faça todo o possível para extinguir o incêndio e minimizar as vítimas e as perdas".

Desde 1948, quando 176 pessoas morreram em um incêndio em um armazém, Hong Kong não registrava um acidente com tantas vítimas.

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