Estado com a maior malha rodoviária do país, Minas conta com 45 fiscais da ANTT para inspecionar mais de 9 mil quilômetros (km) de estradas federais que cortam o território. Na ponta do lápis, a média é de um funcionário responsável por um trecho de cerca de 200 km, o equivalente a uma viagem de BH a Coronel Fabriciano, na região Leste. 

Ex-subsecretário de Regulação de Transporte de Minas e professor do Departamento de Engenharia de Transportes do Cefet, Renato Ribeiro afirma que o número de agentes é baixo, o que contribui para as infrações. Em meio a esse cenário, acrescenta, muitos acabam migrando para serviços de transporte rodoviário por aplicativos, como a Buser.

“As empresas não têm vivido os melhores dias economicamente e, por outro lado, há essa oferta, de um serviço que não está regulado, mas que atua no país inteiro. O poder público tem que exercer seu papel nos dois sentidos: coibindo o clandestino e garantindo os direitos aos usuários do transporte regulamentado”, explicou.

Admite

A ANTT reconhece que há um déficit de fiscais. A agência informou que analisa as novas formas de locomoção. Porém, garante o órgão, a plataforma por app desrespeita as normas vigentes. “Cabe enfatizar que a ANTT não> estabelece nenhum tipo de relação direta com a Buser nem no aspecto regulatório nem fiscalizatório”. A população pode ajudar. Denúncias devem ser feitas na ouvidoria da agência, pelo telefone 166.

Já a Buser disse que “por não prestar um serviço publico nem operar linhas, não atua com o sistema de gratuidade”. A plataforma diz que a atuação não é “clandestina”.

População pode denunciar as irregularidades no transporte por meio do telefone 166

Empresas

O Hoje em Dia questionou a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros sobre os problemas relatados na reportagem. O órgão reúne as companhias do país, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

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