O balanço do carnaval mais movimentado da história de Belo Horizonte também apresentou números expressivos no que diz respeito a ônibus depredados nos cinco dias de folia. Quinze das 40 empresas (37,5% do total) que operam o sistema de transporte coletivo municipal por ônibus da capital mineira já totalizaram os cálculos dos danos sofridos com atos de vandalismo.

Nessas 15 empresas, 98 ônibus foram retirados temporariamente de circulação, para que fossem trocados nove para-brisas, 124 vidros laterais e de porta, 70 alçapões, um para-choque traseiro, uma câmera de segurança, nove portas, 18 janelas completas, duas fórmicas de teto, dois encostos de cadeira, dois letreiros traseiros, dois sistemas de campanhia e dois espelhos internos e repostos oito martelos de emergência.

Cada veículo danificado, que ficou parado em média 12 horas nos pátios das 40 empresas, deixou de transportar pelo menos 240 pessoas no período em que estiver em manutenção.

Renovação

O sistema de transporte coletivo municipal por ônibus de Belo Horizonte receberá em 2016 340 veículos convencionais novos. Com a renovação, que já teve início e se estenderá por todo o ano, a capital mineira passará a ter 100% de sua frota dotada de elevador destinado ao atendimento dos usuários com mobilidade reduzida.

Cada veículo convencional adquirido terá custo final, após a instalação dos equipamentos e tecnologias exigidos para a frota, de cerca de R$ 300 mil.

Nos veículos das linhas BRT Move, os custos unitários giram em torno de R$ 400 mil, nos padron, e de R$ 750 mil, nos articulados. Não haverá, contudo, troca de veículos padron e articulados, em razão aquisição recente daqueles que se encontram em operação.