Os três últimos acusados de matar o advogado Jayme Eulálio de Oliveira, em outubro de 2013, no bairro Castelo, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, serão julgados na manhã desta segunda-feira (17), no 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, no Barro Preto, na região Centro-Sul da capital. 

De acordo com denúncia do Ministério Público estadual, Jayme era advogado da quadrilha de acusados. O jurista teria cobrado R$ 100 mil para defender o grupo, sendo que uma parte desse valor seria destinada a proprina para suspender uma investigação, o que não aconteceu. 

Por essa razão, segundo informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o homem foi morto quando chegava de carro em casa. 

Esse é o terceiro julgamento referente ao caso. Dois homens foram absolvidos em audiência realizada em 10 de maio de 2018. Já em outubro do ano passado, uma mulher também foi inocentada. 

O caso

As investigações da Polícia Civil concluíram que a motivação para o assassinato foi um assalto a um posto de gasolina, ocorrido no dia 10 de junho de 2013, em Ribeirão das Neves, na Grande BH. Na ocasião, o grupo criminoso teria roubado R$ 300 mil do estabelecimento, além de uma arma. Como advogado do bando, Jayme teria negociado o valor de R$ 100 mil para evitar a prisão dos envolvidos, mas o acordo serviu apenas como plano para conseguir o dinheiro.

Como não evitou a prisão dos clientes, um dos presos, liberado dias depois, passou a fazer ameaças contra Jayme para que ele devolvesse o dinheiro pago pela quadrilha. A vítima não teria levado a cobrança a sério e foi morta com mais de 30 tiros. 

No dia do crime, câmeras de vigilância do edifício onde a vítima morava e de prédios vizinhos registraram dois dois homens dentro de um Palio Weekend, de cor verde, estacionado em frente ao prédio do advogado. Por volta das 18h25, Jayme parou o Ford Fusion em frente à garagem do edifício. Ele foi morto por vários tiros de fuzil. 

Conforme a polícia, mais de 30 cápsulas de fuzil e de pistola calibre .40, ambas de uso restrito das Forças Armadas, foram recolhidas do local. As armas usadas na execução foram roubadas no 36º Batalhão da Polícia Militar, em Vespasiano, na Grande BH.

(Com Rosiane Cunha)

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