Pesquisa da Confederação Nacional do Transportes (CNT) apontou que 61,3% das rodovias de Minas Gerais estão em condições regular, ruim ou péssima. Os dados levam em consideração as condições do pavimento, sinalização e geometria da via. Para fazer o levantamento foram avaliados 15.236 quilômetros de rodovias mineiras e apenas 38,7% dos trechos foram classificados como ótimo ou bom.

O relatório, que foi divulgado nesta quarta-feira (17) e faz parte da 22ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, mostra que os trechos concedidos à iniciativa privada tiveram melhor desempenho em relação aos administrados pelo poder público. Do total, 76,1% deles foram avaliados como ótimo ou bom, enquanto que 69,4% dos públicos foram reprovadas, tendo sido classificados como regular, ruim ou péssimo.

“Não temos dúvidas de que o poder público precisa reconhecer a importância da iniciativa privada e chamar os investidores para serem protagonistas dessa empreitada. A viabilização dos investimentos privados, com a garantia de segurança jurídica e propostas atrativas de parceria, deve ser sempre priorizada”, acredita o presidente da CNT, Clésio Andrade.

Apesar da situação crítica, o levantamento revela que houve ligeira melhora em relação ao ano anterior. Em 2017, 69,8% estavam em situação fora do ideal. 

Gráfico mostra a situação das rodovias que cortam o Estado

No país

Em todo o Brasil foram pesquisados 107.161 km, o que corresponde a toda a malha federal pavimentada e aos principais trechos estaduais, também pavimentados. De acordo com o levantamento, 57% dos trechos avaliados apresentaram estado geral com classificação regular, ruim ou péssima. Em 2017, o percentual com algum problema foi de 61,8%. 

Conforme o CNT, a variável que contribuiu para a mudança dos dados foi a sinalização, que inclui placas de limite de velocidade, faixas centrais, laterais e defensas. Neste ano, o percentual da extensão das rodovias com sinalização ótima ou boa foi de 55,3%. No ano passado, 40,8%. A melhora de 14,5 pontos percentuais pode ser explicada pelos avanços nos programas dedicados à adequação da sinalização, sobretudo em rodovias federais.  

A pesquisa também revela que as condições da geometria da via preocupam, pois 75,7% da extensão avaliada foi classificada como regular, ruim ou péssima. A situação do pavimento também é deficiente em 50,9% da extensão total avaliada. Outro número que aparece em destaque no estudo é o aumento de pontos críticos, que passaram de 363 para 454 casos. 

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