Transporte alternativo para driblar o trânsito de Belo Horizonte, as patinetes têm ganhado cada vez mais adeptos. No entanto, é preciso fazer o uso seguro dos equipamentos para garantir uma boa convivência com pedestres e veículos.

É por isso que, neste final de semana, a Grow, detentora das marcas de compartilhamento de bicicletas e patinetes Grin e Yellow, está promovendo o projeto Cidade Segura, na Praça da Liberdade, em frente ao Museu Gerdau. A ação acontece até as 16h e visa estimular reflexões através de um quiz educativo. Capacetes e brindes também estão sendo distribuídos. 

Bom uso

Apesar da aparência inofensiva, as patinetes exigem regras a serem seguidas. Como a regulamentação municipal ainda está sendo elaborada pela BHTrans e não possui previsão de promulgação, o que prevalece é a norma federal. "A velocidade não pode ultrapassar 6km quando manuseado nas calçadas e menores de 18 anos estão proibidos de fazer o uso", esclarece a gerente de Relações Institucionais e Governamentais da empresa, Fernanda Laranja.

A gestora também pontua que nas vias de rolamento a velocidade pode chegar a 20 km/h, caso o usuário tenha experiência e a 15km/h, se for iniciante. É proibido o transporte de cargas e caronas. "Apesar de ser apenas uma recomendação, a empresa considera de extrema importância o uso do capacete".

Vivência

Para que os usuários tirem dúvidas e experimentem o meio de transporte, instrutores dão orientação em um ambiente monitorado. "Não é um brinquedo. É preciso controlar a drenagem e a aceleração da forma adequada para não se acidentar", pontua Fernanda. 

A professora Aline Bittencourt, de 30 anos, baixou o aplicativo há um mês e pretende usar o equipamento para se deslocar para o trabalho. "É prático, divertido e pode reduzir o tempo que gasto nos meus trajetos do dia-a-dia". No entanto, ela acredita que é preciso melhorar a logística da cidade. "Não tenho coragem de trafegar pela avenida Cristiano Machado, por exemplo".

Circulação

Desde janeiro os transportes alternativos estão em circulação na capital. Operando 24h por dia e sete dias por semana, eles contemplam os bairros Barro Preto, Santa Efigênia, Santo Agostinho, Lourdes, Savassi, Funcionários, Carmo, Cruzeiro, Anchieta, Sion e Belvedere, na região Centro-Sul, além da Pampulha. 

Fernanda Laranja destaca que nos dois primeiros meses de funcionamento a adesão e o número de patinetes triplicou em BH. "Mensalmente, estamos registrando um crescimento de 10%". O uso é recorrente no início da manhã e no final da tarde.

Vandalismo

A Grow considera a capital um ponto de atenção para combater vandalismo e furto. Todos os meses, cerca de 15% dos equipamentos são retirados de circulação. Por possuírem restreador, os patinetes são recuperados, mas os reparos dos danos geram prejuízos.

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