Faltando pouco mais de 15 dias para a extinção do talão de papel em Belo Horizonte, apenas 45% dos motoristas aderiram ao rotativo digital. Aplicativos que substituirão os papéis impressos já estão em uso na capital desde junho, quando a BHTrans lançou o novo modelo de controle de estacionamento nas vias públicas da cidade. Desde então, 160 mil usuários foram cadastrados, 769 mil créditos foram adquiridos, sendo que 562 mil foram ativados. BH tem, também, 429 postos de venda eletrônica.

Para alcançar os 55% que ainda não utilizam os rotativos digitais, as empresas credenciadas têm buscado alternativas para ratificar o uso do novo modelo, já que a partir do dia 26 deste mês, os talões estarão extintos das bancas dos locais de venda. André Brunetta, CEO do Zul Digital, uma das empresas credenciadas à BHTrans, diz que o processo é "simples, seguro e intuitivo". "Ao estacionar em uma vaga de rotativo, basta que o motorista instale o app em seu smartphone, realizando o pagamento sem a necessidade de nenhum intermediário", explica. Os usuários do Zul podem pagar com cartão de crédito, débito, transferência e boleto bancário.

Para André, a rotatividade em regiões com fluxo constante de pessoas é uma contribuição à mobilidade. "Nossas estimativas apontam que 40% do trânsito em áreas de grande movimento é causado por motoristas que buscam uma vaga. Se a disponibilidade aumenta, naturalmente o trânsito fluirá melhor. Regiões de comércio, gastronomia, turismo e entretenimento são consequentemente beneficiadas pela maior frequência e fluxo de veículos e visitantes", diz.

Em Belo Horizonte, de acordo com a BHTrans, 23.452 vagas físicas funcionam com o sistema de estacionamento rotativo. Contudo, se respeitado o tempo máximo de permanência, as vagas se multiplicam e se transformam em 105.830. O sistema é adotado em mais de 870 quarteirões da cidade e o valor arrecadado é aplicado em melhorias do sistema viário da cidade e programas de segurança e educação, informou a BHTrans.