O desabastecimento de produtos hortifruti na CeasaMinas, provocado pela greve dos caminhoneiros, desencadeou uma grande alta nos preços destas mercadorias. Com a diminuição do movimento grevista, é notável a redução dos valores, já que a oferta de frutas, legumes e verduras começou a crescer com a chegada de caminhões transportando os produtos na Ceasa.

De acordo com a tabela de variação de preços, divulgada pela CeasaMinas em seu site, 23 produtos tiveram redução no preço, alguns chegaram a uma queda de mais de 50%, se comparado os valores divulgados nesta quarta-feira (30) com os da última quinta-feira (24). Um exemplo é a couve-flor extra, caixa com seis unidades, que na semana passada valia R$ 25 e hoje vale R$ 12.

Outros produtos também estavam cotados bem acima do habitual e agora estão com preços mais aceitáveis. A cenoura tipo A por exemplo, custava R$ 4 na quinta-feira passada e, nesta quarta, custa R$ 3, uma queda de 25%. O pimentão verde de melhor qualidade, que valia R$ 3,33 na última quinta, passou a valer R$ 2,22, uma redução de 33,3%.

Apesar da sinalização de melhora no abastecimento, ainda de acordo com a tabela de variação de preços divulgada pela CeasaMinas, 75 produtos hortifruti ainda estão com preços muito superiores aos que eram praticados antes da greve dos caminhoneiros. As frutas são as mercadorias mais caras até o momento. O abacate, por exemplo, tem uma alta de 178,6%, custando R$ 3,90, antes era R$ 1,40. A banana nanica aumentou 100%, passando de R$ 1 para R$ 2, o quilo.

A CeasaMinas não quis se pronunciar sobre a crise de desabastecimento provocada pela greve dos caminhoneiros, nem mesmo deu uma estimativa de normalização do abastecimento.

Veja na integra a tabela de variação de preços divulgada pela CeasaMinas.

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