Mais de 500 pessoas participaram na tarde deste domingo (8) de um abraço simbólico à matriz de Nossa Senhora da Piedade, em Piedade do Paraopeba, distrito de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para agradecer o início das obras da primeira etapa da igreja, que tem mais de 300 anos de história. 

O evento fez parte da programação do jubileu, que é realizado na localidade há 112 anos, para marcar o dia padroeira Nossa Senhora da Piedade e que conta ainda com procissão e missas. 

Com um orçamento total de R$ 3 milhões, a primeira etapa da obra vai custar R$ 469 mil e o dinheiro foi liberado do Fundo Municipal de Patrimônio. O restante do valor deve vir da iniciativa privada. O projeto contempla desde a estrutura física até os elementos artísticos e sacros e foi elaborado por estudantes da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

Neste primeiro momento vão ser feitos o estaqueamento da estrutura, reforço nas torres, sistema de drenagem do solo no entorno da matriz, demolição de partes da estrutura, além da reconstrução e reforma dos telhados.

“Esse projeto foi entregue aos membros da paróquia em 2013, mas a obra foi adiada várias vezes por falta de dinheiro. Por causa dessa lentidão, há dois anos começamos um manifesto para chamar a atenção das autoridades uma vez que a igreja tem vários problemas na estrutura e corre o risco de cair” explica Marcos Amorim, que faz parte da comissão de execução e fiscalização do projeto.

História  

Fundada no final do século XVII, como um desmembramento da bandeira de Fernão Dias, Piedade do Paraopeba é o terceiro povoado mais antigo de Minas Gerais. Datada de 1713, a igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade é uma das construções mais antigas do Estado e com um importante patrimônio sacro. 

Ao ser elevada paróquia, em 1832, uma nova Matriz foi construída ao lado da antiga capela, aproveitando parte dos altares e elementos sacros. 
Hoje, mais de 300 anos após a construção da primeira ermida, a Matriz de Piedade do Paraopeba permanece como símbolo do Distrito. Seu estilo arquitetônico e a devoção popular marcam ainda os tempos do Ciclo do Ouro em Minas.