A mulher suspeita de ter matado uma jovem grávida para roubar a filha dela em João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais, em 2018, vai a júri popular. A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

A mulher simulou estar esperando um filho e a motivação do crime seria evitar que a verdade fosse revelada.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a vítima, de 23 anos, foi encontrada morta em um matagal da BR-040, próximo ao posto desativado da Polícia Rodoviária Federal. Ela estava grávida de oito meses e desapareceu um dia antes. A suspeita, de 40 anos, foi até a Santa Casa de João Pinheiro com uma recém-nascida e mentiu para os médicos dizendo que a filha era dela. 

O crime

A pretexto de buscar cascas de árvores para remédio caseiro, a dona de casa, na época com 40 anos, levou a vítima a um lugar ermo. Lá, ela jogou álcool no rosto da gestante e, em seguida,  asfixiou a grávida com um arame de aço. Ela foi amarrada pelo pescoço em uma árvore. Com o mesmo arame, a autora cortou a barriga da mulher e retirou a criança com vida da barriga da mãe.

A denunciada abandonou a vítima no local, onde ela morreu em razão dos ferimentos. A ré pegou a recém-nascida e ligou para o marido dizendo que a filha havia nascido. Antes disso, ela levou a menina até um hospital, afirmando que havia feito o próprio parto. Desconfiada, a equipe médica acionou a Polícia Militar e a sequestradora foi presa. 

A criança, que hoje tem quase 2 anos, vive com a avó paterna.