O homem acusado de matar o professor da UFMG, Antônio Leite Alves Radicchi, em novembro de 2017, foi condenado pela Justiça a cumprir 27 anos de reclusão. O réu também deverá pagar multa pelo latrocínio (roubo seguido de morte).

O crime aconteceu dentro de um ônibus, no bairro Concórdia, na região Nordeste de Belo Horizonte, no momento em que o médico seguia para trabalhar na Faculdade de Medicina. O acusado teria dado várias facadas no docente para pegar uma mochila. A vítima foi levada para o hospital Odilon Behrens e morreu após dar entrada.

Em sua defesa, o acusado disse que foi o médico se dirigiu a ele primeiro, perguntando se lembrava de conhecê-lo, e justificou que um grupo liderado pelo professor, apelidado pelo esfaqueador como "coroa", o teria agredido em um bar meses antes.

Com essa versão, o defensor pretendia a desclassificação do crime para homicídio, que tem pena menor que a de latrocínio. Mas o magistrado considerou que o relato do acusado foi desmentido por todas as testemunhas que presenciaram a morte. Elas afirmaram, categoricamente, que a vítima não se direcionou a ele nem mesmo reagiu.