O Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estados de Minas Gerais (Saae) conseguiu na Justiça uma liminar para que as escolas particulares do estado suspendam o trabalho dos funcionários administrativos até o dia 31 de março.

A decisão vem depois de o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinar a suspensão das aulas nessas instituições até dia 31, a pedido do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG). Essa liminar permite que professores fiquem em casa como ação de enfrentamento à propagação do Covid-19.

O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep) informou que tentará negociar com o Saae uma escala mínima de trabalho durante o período de isolamento social, para que algumas demandas administrativas (como lançamento de boletos e pagamento de salários) não sejam prejudicadas. Caso não haja negociação, o sindicato estuda entrar na Justiça para buscar um mandado de segurança.

Antes da liminar, o Sinep já havia recomendado às escolas que estabelecessem medidas para que os auxiliares tivessem que comparecer às dependências da escola o mínimo possível, como a adoção de home office, escalonamento/rodízio de empregados, redução de jornada e liberação do trabalho de empregados considerados em grupo de risco para contágio da doença.