Dois adolescentes foram acusados de assassinar o jornalista Carlos Simões de Souza, 61 anos, esfaqueado enquanto dormia em sua casa, na madrugada dessa quinta-feira (23), em Governador Valadares, no Leste do Estado. A ação foi registrada pelo circuito interno de segurança. Um dos adolescentes foi apreendido e denunciou o comparsa que está foragido.
 
Ele alegou tratar-se de um acerto de contas ligado ao tráfico de drogas, mas a polícia trabalha também com outras possibilidades, não divulgadas. Carlos Simões morava sozinho na rua Marechal Floriano, no Centro, e pelas imagens a polícia viu que um dos adolescentes conhecia bem a casa. Ele sabia onde as chaves dos quartos eram guardadas e onde ficava o interfone. Foi ele quem pulou o muro e abriu o portão para o comparsa, depois de entrar na casa por uma porta dos fundos que estava aberta.
 
Os menores, de 16 e 17 anos, são moradores do bairro Vila Mariana. Apreendido em casa ainda na tarde de quinta-feira juntamente com a roupa usada no crime, um dos adolescentes teria confessado o assassinato e delatado o comparsa. “A apreensão dele é questão de horas”, avisou o delegado de Homicídios que preside o inquérito, Fábio Sfalcim. Uma foto desse adolescente foragido foi enviada aos policiais envolvidos nas investigações.
 
“As investigações vão continuar, inclusive para descartar outros envolvidos e saber qual a real motivação”, diz o delegado chefe da Homicídios, Gean Vitor Fanti, reclamando que a cena do crime estava alterada quando a sua equipe chegou ao local pela manhã, fato que dificultou os trabalhos iniciais de investigação. “Temos outras hipóteses, outras linhas de investigação”, avisou.
 
Carlos Simões trabalhou como servidor na Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Cultura, antiga Funsec; foi assessor de imprensa de vários órgãos e era militante do PT. A polícia não informou quantas facadas ele recebeu, desferidas principalmente nas costas e pescoço. O corpo foi sepultado na manhã desta sexta-feira (24) em Valadares.