O governador Romeu Zema determinou na tarde desta sexta-feira (25), que a Advocacia-Geral do Estado (AGE) tome todas as medidas judiciais cabíveis para amparar os atingidos, prevenir novos danos e garantir o mais amplo ressarcimento dos prejuízos ambientais e socioeconômicos após o rompimento da barragem 1, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Ainda na tarde desta sexta, a AGE ajuizou uma medida judicial de urgência para a contenção do carreamento de rejeitos de mineração causado pelo rompimento da barragem “Córrego do Feijão”, bem como de medidas de reparações ambientais imediatas  e o bloqueio de bens da mineradora para garantia cautelar da integral reparação.

Já a Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou informações aos órgãos e entidades públicas encarregadas de dimensionar os impactos ambientais e humanos do acidente para adotar as medidas judiciais cabíveis.

A lista inclui os ministérios do Meio Ambiente, Minas e Energia, Infraestrutura e Economia, além do Ibama, Agência Nacional de Águas e Agência Nacional de Mineração.

O advogado-geral da União, André Mendonça, se reuniu com uma equipe para monitorar o caso e discutir quais providências poderão ser adotadas. "A prioridade absoluta deve ser socorrer e proteger as pessoas que estejam correndo risco, além de controlar os rejeitos. Em seguida, será preciso punir os responsáveis e encontrar formas eficazes de reparar o meio ambiente e as comunidades atingidas", disse Mendonça.

O acidente

A Vale informou que o rompimento ocorreu por volta das 13h20, na Mina Córrego do Feijão e que uma barragem rompeu e fez outra transbordar a lama que destruiu casas da região. Rejeitos também atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco.

Segundo o Corpo de Bombeiros já foram localizados sete corpos de vítimas ainda não identificadas. Foram retiradas nove pessoas com vida da lama e cerca de 100 pessoas ilhadas foram resgatadas. Na hora do acidente havia 427 pessoas e  ainda há cerca de 150 desaparecidas.