A segurança da barragem Xingu, localizada na Mina da Alegria, em Mariana, na região Central de Minas, foi inspecionada nesta terça-feira (15) por fiscais da Agência Nacional de Mineração (ANM). O resultado da ação ainda não foi divulgado.

A vistoria no local foi solicitada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente da cidade. O fato ocorreu após a Superintendência do Trabalho (SRT) ter interditado as atividades na estrutura por identificar risco iminente de morte de funcionários em caso de rompimento.

Conforme a Vale, a barragem teve a disposição de rejeitos encerrada em 1998 e será descaracterizada de acordo com as normas vigentes. Em nota, a empresa declarou que não existe risco iminente de ruptura da barragem de Xingu e que não houve alteração nas condições ou nível de segurança da barragem, que permanece em nível 2, desde setembro do ano passado.

"A barragem Xingu é monitorada e inspecionada continuamente por equipe técnica especializada e está incluída no plano de descaracterização de barragens da companhia. A Zona de Autossalvamento (ZAS) da Barragem Xingu permanece evacuada", informou.
 
Além disso, a Vale explicou que, em conformidade com o termo de interdição da SRT, a Vale suspendeu o acesso de trabalhadores e a circulação de veículos na zona da inundação da barragem Xingu, sendo permitidos apenas acessos imprescindíveis para estabilização da estrutura, com rigoroso protocolo de segurança.

Ainda segundo a empresa, estão sendo adotadas medidas para continuar a garantir a segurança dos trabalhadores, "de modo a permitir a retomada das atividades".

A reportagem entrou em contato com a ANM e aguarda um retorno sobre a conclusão dos estudos realizados na barragem nesta terça-feira.

Leia mais:
Covid-19: Pfizer vai entregar 2,4 milhões de doses nesta semana
Três pessoas ainda seguem desalojadas após tombamento de carreta com cal no Anel, em BH
Ex-secretário de Saúde do Amazonas diz que falta de oxigênio durou dois dias