Um evento em uma casa de festas no Barro Preto, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, terminou em tragédia na madrugada desta quarta-feira (11), depois de um garçom morrer após decidir experimentar um prato com frutos do mar, mesmo sabendo que era alérgico a camarão. Elton Gravatar Alves Fernandes, de 32 anos, começou a passar mal minutos após comer uma paella, prato típico espanhol. 

A ocorrência da Polícia Militar (PM) foi registrada por volta de meia-noite na rua Gonçalves Dias, onde funciona o salão de eventos Casa Ateliê. Segundo o relato de funcionários do local, o garçom freelancer estava prestando serviço e um dos pratos que seriam servidos por ele era este, que é recheado de frutos do mar. 

Elton chegou a falar com o cozinheiro que era alérgico, mas que mesmo assim iria "arriscar", pedindo para que uma porção fosse preparada. O garçom ingeriu um prato completo e, pouco tempo depois, foi correndo para o banheiro dizendo estar passando muito mal, gritando para que chamassem o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). 

Quando saiu do local, o homem estava com a blusa aberta, vomitando bastante e com dificuldade para respirar. Ainda de acordo com a PM, entre os convidados estava uma médica, que chegou a tentar reanimá-lo enquanto a ambulância não chegava, porém, ele acabou não resistindo. A médica do Samu confirmou o óbito e, diante dos relatos, concluiu que a suspeita principal é de que ele tenha sofrido um choque anafilático. 

A reportagem do Hoje em Dia tentou contato com a Casa Ateliê, porém, até o momento ninguém foi localizado para comentar a morte do funcionário do evento. 

Parentes não foram localizados 

O garçom Elton, que era natural de Salvador, na Bahia, morava em Belo Horizonte sozinho. A PM tentou localizar familiares da vítima, porém, ninguém foi encontrado.

Apesar de estar trabalhando como freelancer na noite de sua morte, ainda segundo a PM, ele trabalhava fixo em uma pizzaria do Funcionários. A perícia da Polícia Civil (PC) foi acionada e fez os levantamentos iniciais.

O corpo do garçom acabou removido ao Instituto Médico Legal (IML) da capital. 

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