Uma ala do Hospital Infantil São Camilo, no bairro de Santa Tereza, na região Leste de Belo Horizonte, teve de ser fechada na tarde desta sexta-feira (30) de um paciente com suspeita de sarampo. O funcionamento na instituição não foi interrompido, segundo a Unimed-BH. Somente um exame laboratorial poderá confirmar se a criança estava com a doença. 

Apesar de não haver a confirmação da doença, a unidade acionou imediatamente a Vigilância Sanitária e já está seguindo o protocolo exigido pelo Ministério da Saúde”, afirmou a Unimed-BH.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, nenhuma unidade de saúde administrada pelo município teve de ser fechada nesta sexta por causa da chegada de pacientes com suspeita de sarampo, como aconteceu em outros dias da semana. 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou, nesta sexta-feira, que investiga 78 casos suspeitos de sarampo em Minas Gerais. Desse total, "existem cinco casos que muito provavelmente serão confirmados, mas que ainda necessitam de percorrer etapas da investigação e protocolos que impedem esta classificação até o momento". Com isso o número de confirmações pode chegar a nove. Quatro casos foram confirmados até agora.

Os números constam no boletim epidemiológico divulgado pela pasta e mostram que, com relação à semana passada, foram registrados mais 23 casos suspeitos da doença, em um intervalo de sete dias. Até o dia 22 de agosto eram 55 notificações sendo investigadas.

Os casos com fortes indícios de confirmação entre residentes em Minas estão em Viçosa, Uberlândia, Passos e Itaúna. Há também um caso de um morador de Jundiaí, em São Paulo, que foi atendido em Belo Horizonte.

Sobre a doença

O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível, altamente contagiosa e comum na infância. A doença começa inicialmente com febre, manchas avermelhadas pelo corpo, sintomas respiratórios e oculares. Também incluem tosse, coriza, rinite aguda, conjuntivite, fotofobia (aversão à luz) e manchas de koplik (pequenos pontos esbranquiçados presentes na mucosa oral). 

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por meio de secreções presentes na fala, tosse, espirros ou até mesmo respiração. Na presença de pessoas não imunizadas ou que nunca apresentaram sarampo, a doença pode se manter em níveis endêmicos, produzindo epidemias recorrentes.

* Com Daniele Franco e Renata Evangelista

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