O aumento nos custos de transporte marítimo internacional registrado desde março, com um valor médio de embarque China-Brasil ultrapassando a barreira dos USD 10 mil para um contêiner de 40 pés, vai ajudar o setor têxtil nacional.

“É que os produtores nacionais vão trocar insumos importados, como material sintético, para o algodão. A dificuldade em trazer matéria-prima importada vai valorizar o algodão nacional”, diz o presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas de Minas Gerais (Sindimalhas), Aroldo Teodoro Campos.

A indústria têxtil vem se recuperando dos impactos da pandemia. Só em Minas Gerais, o faturamento dos primeiros sete meses de 2021 cresceu 15,8%, no acumulado dos últimos doze meses o crescimento foi de 11%.

Apesar da cadeia ser grande e diversificada, e parte ser considerada essencial durante a pandemia, ou seja, as fábricas continuaram produzindo, o setor varejista foi o mais afetado já que as lojas permaneceram fechadas. Mas, segundo o presidente do Sindimalhas, outros setores como o de cama e banho, registraram bons momentos a partir de julho de 2020.

A expectativa do sindicato é que o setor deve ter um segundo semestre melhor do que o primeiro. A recuperação deve ser sustentada pelo varejo, já que as lojas foram reabertas e a vacinação aumenta no país, criando um ambiente mais favorável.

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