Bastam poucos cliques no celular para pedir socorro. Foi com esta ideia “simples” que um aluno da Faculdades Promove de Tecnologia resolveu, juntamente com outros dois parceiros, criar um aplicativo para auxiliar deficientes auditivos a solicitar ajuda de algum órgão de saúde. 

O projeto “Socorro com as mãos" foi tema da dissertação de mestrado de "Tecnologias Aplicadas à Saúde" de Éder Júlio Rocha de Almeida, de 31 anos, que também é professor universitário e enfermeiro. 

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A ideia do aplicativo surgiu depois de uma experiência profissional que ficou marcada em sua vida. Ele testemunhou a morte de um paciente idoso, cujo filho, deficiente auditivo, não conseguiu chamar pelo socorro. 

“O paciente teve um infarto agudo. O filho estava muito abalado porque viu o pai passar mal desde o início, mas não conseguiu chamar ajuda porque era surdo e mudo. Aquilo me marcou muito porque ele se culpou. Eu me propus fazer algo que pudesse mudar esta realidade. Eu quis desenvolver muito este trabalho quando ingressei no mestrado”, destacou Éder. 

Segundo o profissional da saúde, o aplicativo é autoexplicativo e pode ser usado por qualquer pessoa, inclusive por quem não sabe ler. “Tem diversos ícones que interagem muito fácil. A interface é muito amigável”.

A plataforma funciona da seguinte forma: o usuário faz um cadastro prévio com histórico de saúde de doença; na sequência, ele pode fazer a escolha para onde a ambulância poderá ser deslocada. É possível, inclusive, fazer o acompanhamento em tempo real do veículo. 

Além disso, para agilizar o processo de socorro, o aplicativo traz na tela os principais ícones da motivação do chamado, como infarto agudo, doenças renais, AVC, animais peçonhentos, afogamentos ou acidentes automobilísticos. 

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Próximas etapas

Quem orientou Éder Júlio na dissertação foi a professora Rosângela Hyckson, coordenadora do mestrado de "Tecnologias Aplicadas à Saúde", da Faculdades Promove de Tecnologia. 

Antes de desenvolver o aplicativo, aluno e professora fizeram uma pesquisa para verificar se existia algo parecido no mundo, mas nada foi encontrado. 
“Não existe este tipo de ferramenta. Às vezes é uma ideia simples e muito útil. A pessoa só aperta o botão e pode salvar muitas vidas”, disse Hyckson. 

De acordo com a professora, duas empresas estão interessados em disponibilizar o produto para ser acessado em meados de julho. A ideia é que o aplicativo possa ser baixado, sem custo algum para os interessados, em diversas plataformas, como smartphones e tablets. 

O desenvolvimento do aplicativo “Socorro com as Mãos” teve participação Raquel Ranieri, acadêmica de engenharia, e Arthur Guimarães, estudante de enfermagem.