Ambientalistas denunciam grilagem no Parque Estadual do Rola Moça

Hoje em Dia
29/04/2015 às 21:50.
Atualizado em 16/11/2021 às 23:50
 (João Cruzue / Amda / Divulgação)

(João Cruzue / Amda / Divulgação)

A Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente (Amda) denunciou, nesta quarta-feira (29), o processo de grilagem no Parque Estadual da Serra do Rola Moça, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.   A entidade afirma que no bairro Inconfidência, onde o limite do parque é a rua das Chácaras, invasores  demarcaram seis lotes e já suprimiram vegetação. Nesta terça-feira (28), a Amda acionou a Polícia Militar Ambiental, que foi ao local, mas não encontrou os responsáveis pelo caso.   Os ambientalistas informaram que, temendo que a invasão seja consolidada e ampliada no final de semana prolongado, o diretor de Áreas Protegidas do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Henri Collet, foi informado sobre o caso e programou uma nova vistoria no local, nesta quinta-feira (30). A ação será acompanhada pela Polícia Militar Ambiental, que garantiu presença da mesma durante o feriado e fim de semana.    A Amda afirma que a divisa parque com o bairro sempre foi problemática. “Neste bairro e no município de Ibirité sempre iniciam-se o maior número de incêndios que anualmente flagelam o parque. A situação é agravada pelo fato do Parque não ser estruturado.  No local da invasão não existe sequer uma placa identificando ser área protegida. E nenhum trabalho de conscientização e educação ambiental, visando informar a comunidade e envolve-la na proteção do mesmo foi desenvolvido desde sua criação”, denuncia a entidade.    Para Dalce Ricas, superintendente da Amda, a situação é de enorme gravidade, pois se os invasores não forem retirados o exemplo poderá ser seguido por outros, e o poder público perderá o controle. "Já chega o Solar do Barreiro, dentro do Parque, área de grande importância como corredor de fauna entre ambientes florestais e campestres, que foi e continua sendo ocupada ilegalmente, inclusive com construções em situação de risco, com apoio da prefeitura de BH e omissão histórica do IEF", denuncia.    A Amda já enviou mensagem ao secretário de meio ambiente Sávio Souza Cruz, à diretora geral do IEF, Adriana Ramos, e à secretária adjunta de meio ambiente Marília Melo, informando a situação e solicitando providências para aumentar a segurança do parque. 

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