Se o Carnaval é a época do brilho, do agito, da alegria, nada melhor do que ter a ajuda do sol para aproveitar intensamente uma das festas mais populares do planeta. 

Nos últimos dias os foliões de Belo Horizonte conviveram com a chuva, mas neste domingo a história foi outra. O sol apareceu “com força”, como todo mundo esperava, e tirou de casa quem ainda sequer tinha colocado os pés nas ruas.

Na região da Pampulha, mais especificamente na avenida Abraão Caram, ao lado do estádio Mineirão, a animação dos presentes era outra antes do desfile do bloco “É o Amô”.

“Com sol é melhor, aumenta o ânimo. Ainda não tinha saído para curtir o Carnaval, justamente por causa da chuva. Ficar molhada na rua não dá”, disse a foliã Marolina Ribeiro, 22. 

Com a temperatura batendo na casa dos 28 graus, o público nas ruas aproveitou mais, saiu de casa e, de quebra, fez a alegria de quem “rala na folia”: os ambulantes. 

Antes chateados por causa do volume de vendas aquém da expectativa por causa da chuva, agora os comerciantes começaram a se animar. 

“Tem muito ambulante nas ruas, mas é claro que com sol melhora demais para nós, a gente aumenta o volume de vendas, as pessoas saem mais para os blocos. Melhor dia de vendas para mim até agora está sendo hoje (domingo). Mas, ainda considero que pode melhorar”, comentou Wilson de Freitas, 50 anos.

Água e cerveja foram as bebidas que a ambulante Maria Aparecida Vilaça, 49, comercializou. “Hoje está bombando. Estou vendendo muita água, muita cerveja. Catuaba sai bastante, Corote também. O importante é vender”, disse ao HD interrompendo seu grito de “olha água, cerveja, tudo muito gelado. Aceito cartão”. 

Pollyanna Alvarenga, 36, também era só alegria com o dia ensolarado. “Saio de casa por volta de 6h30, fico até umas 20h, 21h. E melhorou sim o faturamento, as vendas, graças a Deus. A gente estica o tempo na folia de for preciso pra vender sempre mais”, disse. 

Adereços 

Nem só quem vende bebidas comemorou o aparecimento do sol. Chamado de “Alemão”, o vendedor Noé Goeking, 48, ganhou o auxílio da filha Ruth. "Pra nós que mexemos com adereços, vender na chuva é complicado. Com o sol melhora demais para trabalhar”, diz. 

Mas nem todo mundo pode comemorar muito. A pipoqueira Ana Cassemiro, 31, tinha uma concorrência forte por causa do calor. “Com esse sol forte o que mais sai é água, cerveja. O povo precisa ter fome pra me procurar. Eu trabalho com pipoca e batatinha. Mas eu sei que uma hora a fome chega. Eu fico esperando esse momento”, brincou.

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