A ampliação de leitos de terapia intensiva em Minas Gerais, que passou de 2.072 vagas para 3.902 unidades,devido à pandemia de Covid-19, deverá ser um legado ao Estado no cenário pós-epidemia. A informação foi divulgada pelo governo de Minas nesta quarta-feira (16).

"Nós precisávamos ampliar leitos e, também, tentar melhorar a estrutura de saúde do Estado, uma vez que não sabemos até quando estaremos convivendo com essa epidemia. Temos o risco de ter novas crises. E nós gostaríamos de ter um legado. Ou seja, termos leitos de UTI que se mantivessem ao longo do tempo para que nos pudéssemos ter um atendimento melhor no futuro", declarou o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral.

Segundo o gestor, a estruturação da rede foi pensada, desde o início da pandemia, para que não houvesse desassistência aos doentes. Segundo o gestor, a missão foi cumprida.

"O máximo que nós tivemos de demanda por leitos no Estado, mesmo no momento de maior crise que nós tivemos, foi de 2.766 leitos. Ou seja, felizmente, nós conseguimos dar assistência a todos os mineiros que precisaram até o momento de tratamento da Covid-19", declarou. Atualmente, 61,61% dos leitos de UTI estão ocupados no Estado.

Conforme Amaral, o trabalho de ampliação não significou apenas "encaminhar respiradores", e sim possibilitar estrutura física, com equipamentos, ventiladores, monitores, camas, bombas de infusão, incluindo a contratação de profissionais da área da saúde.

Por fim, Amaral explicou que o trabalho se mantém com o acompanhamento da demanda por leitos em Minas. 

"Abrimos muitos leitos em hospitais que têm condição de continuar o atendimento após a epidemia. De forma geral, o que nós vamos acompanhar é, realmente, a demanda. Ou seja, o que nós, em Minas Gerais, precisaremos, como ficará a ocupação dos leitos e quais UTI's serão mantidas", afirmou.