A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mudou a bula da vacina Dengvaxia, que protege contra a dengue. Após cinco anos de estudos, o órgão concluiu que o risco de contágio com a forma mais grave da doença é maior para quem nunca teve a enfermidade em caso de imunização. 

Em Belo Horizonte, a dose – disponível só na rede particular – já não é encontrada em clínicas, que pararam de demandar estoques devido à mudança. Apesar do risco maior para quem nunca se contaminou, os estudos da Anvisa indicaram que a proteção é eficaz quando administrada em pessoas que já tiveram algum tipo de dengue.

Na nova bula, a agência também passou a descrever como “área endêmica”, locais em que pelo menos 70% ou mais das pessoas tiveram contato com o Aedes aegypti. Significa que, a partir de agora, a imunização é indicada apenas para quem já adquiriu o vírus.

Segundo a prefeitura, neste ano já foram confirmados 286 casos de dengue em Belo Horizonte

“Para a aprovação destas alterações, a Anvisa considerou que a vacina é comprovadamente eficaz na prevenção de um novo episódio de dengue para pessoas que já tiveram alguma forma da doença. Outro fator decisivo é o fato da Dengvaxia ser a única vacina para dengue aprovada no Brasil, que sazonalmente sofre com epidemias da doença”, informou a Anvisa.

O laboratório responsável por produzir a vacina no Brasil, Sanofi, orienta quem deseja receber a dose que procure o serviço de saúde e façam o teste da dengue, mesmo que nunca tenha apresentados sintomas, pois o vetor pode ser silencioso. 

Segundo a Sanofi, os dados utilizados pela Anvisa para a mudança na bula já haviam sido apresentados pelo laboratório, e mostram eficácia de 76% em novos registros de dengue para quem se imunizou após já ter contraído a doença.